# Produtor cultural preso injustamente cria instituto para vítimas

> Ângelo Gustavo Pereira Nobre, produtor cultural preso injustamente por 363 dias no Rio de Janeiro, lançou nesta segunda-feira (31) um instituto dedicado a oferecer suporte jurídico e social a outras vítimas de erros do sistema judiciário. A iniciativa busca amparar pessoas que enfrentam situações similares de prisão indevida, fornecendo assistência legal e acompanhamento psicológico. O projeto surge após a experiência pessoal de Nobre com a falha judicial.

*Portal Notícias MG · Comunidade · 02 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

O produtor cultural Ângelo Gustavo Pereira Nobre, preso injustamente por 363 dias no Rio de Janeiro, lançou nesta segunda-feira (31) um instituto para dar suporte jurídico e social a outras vítimas de erros da Justiça.

O produtor cultural Ângelo Gustavo Pereira Nobre, que passou 363 dias preso injustamente no Rio de Janeiro, lançou nesta segunda-feira (31) um instituto para ajudar e dar suporte jurídico a outras vítimas de erros da Justiça. A data do lançamento marca os 5 anos desde que ele ganhou liberdade.

Em um vídeo nas redes sociais, ele conversou com famosos e amigos que deram apoio no período em que esteve preso, como Rafael Zulu, Regina Cazé, Raphael Logam e Roberta Rodriges, a quem convidou para ser embaixadora do projeto. Na legenda, definiu o sentimento dos últimos cinco anos: "Hoje não é só o dia em que eu conto uma novidade. Hoje é o dia em que uma dor ganha propósito. 31 de agosto. Dia do meu renascimento. O começo de um novo capítulo e de uma missão que eu carrego no peito: fazer com que outras pessoas não precisem passar pela injustiça que eu passei."

O Instituto Gustavo Nobre - Justiça para os Inocentes presta apoio para os injustiçados penais e suas famílias com os seguintes serviços: assessoria jurídica por atendimento on-line, qualificação pessoal e profissional por meio de cursos e oficinas, resgate da imagem com assessoria de imprensa e recolocação ao mercado de trabalho com gestão de carreira e reposicionamento feito por uma empresa de Recursos Humanos. Os serviços são gratuitos, prestados por voluntários. Para o público em geral, são oferecidos cursos, oficinas e palestras.

"É um projeto que desde que eu estava lá dentro eu tinha essa vontade, vivendo dias terríveis, não só eu como minha família e meus amigos. Eu não sabia quando ia sair, mas sabia que quando eu saísse eu ia fazer algo para ajudar outras pessoas", explica Gustavo Nobre ao g1. Ele precisou de um tempo para entender as burocracias e cuidar da saúde psicológica antes de abrir o instituto. "Não desisti em nenhum momento, sabia que ia conseguir. É transformar essa dor em propósito, é uma missão de vida."

Hoje com 35 anos, Gustavo foi a primeira pessoa no Rio de Janeiro a conquistar na Justiça uma indenização do Estado em razão de uma prisão injusta. Em 2023, a reparação a Gustavo e sua mãe chegou a ser negada. Ângelo Gustavo foi preso acusado de participar do roubo de um carro e depois teve a inocência reconhecida judicialmente. institutos de apoio a vítimas de erros judiciais

Para quem vive situação semelhante ou conhece alguém nessa condição, o instituto abre um canal de acolhimento que atravessa a dor individual e se transforma em rede de proteção. A agenda de cursos e oficinas deve ser divulgada nas redes do projeto, conforme a fonte. como denunciar erro judiciário e buscar reparação

A história de Gustavo mostra que o caminho após uma prisão injusta é longo, mas possível. O instituto nasce como resposta prática: apoio jurídico, profissional e emocional para que outras famílias não enfrentem sozinhas o peso de um erro do sistema. Aos interessados em apoiar ou buscar ajuda, o convite é acompanhar as próximas ações do Instituto Gustavo Nobre - Justiça para os Inocentes.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/comunidade/produtor-cultural-preso-injustamente-por-quase-1-ano-rj-cria-instituto-ajudar-ou/
