# A planta que parece comum e guarda um segredo

> O mastruz, também conhecido como erva-de-santa-maria, é uma planta medicinal de quintal com cheiro intenso e forte presença na cultura popular brasileira. A espécie carrega tradição passada de avós para netos e desperta curiosidade por seu uso histórico e valor simbólico nas comunidades.

*Portal Notícias MG · Comunidade · 10 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

O mastruz, também chamado erva-de-santa-maria, parece só mais uma planta de quintal, mas carrega uma tradição passada de avós para netos. Seu cheiro intenso e sua presença constante na cultura popular explicam por que ainda desperta curiosidade.

À primeira vista, o mastruz parece apenas mais uma planta entre tantas que brotam em quintais, terrenos e pequenas hortas. Mas a erva, também chamada em algumas regiões de erva-de-santa-maria, carrega uma história que acompanha famílias mineiras há décadas. Seu aroma marcante e sua presença teimosa nos quintais explicam por que ela ainda chama atenção.

O mastruz é uma erva de cheiro intenso e crescimento relativamente fácil em ambientes variados. Conhecida popularmente como erva-de-santa-maria, foi cultivada e compartilhada entre vizinhos muito antes de existirem produtos industrializados para todos os tipos de finalidade. A planta permaneceu viva na cultura popular porque passou de avós para filhos e de filhos para netos, mantendo uma tradição que hoje também interessa a quem gosta de conhecer plantas e costumes antigos.

Basta aproximar algumas folhas do mastruz para perceber um aroma forte e bastante característico. Esse cheiro tão particular ajudou a planta a ganhar espaço no imaginário popular e a ser reconhecida por diferentes gerações. Quem conviveu com quintais de antigamente sabe que o mastruz não precisava de rótulo: o cheiro bastava para identificá-lo.

Outro detalhe curioso é a capacidade da planta de crescer com relativa facilidade em diferentes ambientes. Dependendo das condições do terreno e dos cuidados, ela se mantém presente sem grandes exigências, o que ajudou a perpetuar seu cultivo caseiro. Essa resiliência fez do mastruz uma companhia constante em hortas e canteiros, mesmo quando outras espécies sumiam.

A permanência do mastruz ao longo das décadas diz muito sobre como a cultura popular se sustenta. Não se trata de uma planta rara ou de um achado recente, mas de uma presença cotidiana que resistiu ao tempo. Cada cidade histórica guarda um mestre, e cada quintal guarda uma história de transmissão oral. O mastruz é uma dessas histórias vivas, que continuam a despertar curiosidade em quem se interessa por saberes tradicionais.

Se você tem um canteiro em casa ou conhece alguém que cultiva, vale reparar no mastruz. A planta segue disponível em quintais e hortas de Minas, e reconhecer seu cheiro é uma forma simples de se conectar com uma tradição que atravessou gerações.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/comunidade/planta-parece-comum-mas-guarda-um-segredo-pouca-gente-conhece/
