PF: Eduardo pediu recursos para Dark Horse nos EUA
Relatório da Polícia Federal aponta que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pediu o máximo possível de recursos para financiar o filme Dark Horse nos Estados Unidos. A investigação busca esclarecer o destino dos valores.
Um relatório da Polícia Federal (PF) aponta que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria pedido que Daniel Vorcaro enviasse o máximo possível de recursos aos Estados Unidos para financiar o filme Dark Horse, inspirado em seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A orientação aparece em uma captura de tela de conversa incluída no documento e encaminhada, segundo a PF, pelo empresário Thiago Miranda ao ex-dono do Banco Master.
A resposta direta ao caso: o relatório registra que a captura foi encaminhada por Thiago a Vorcaro em 21 de março de 2025. A conversa traz orientações de Eduardo sobre como os recursos destinados à produção poderiam ser geridos nos Estados Unidos. A investigação da PF agora busca esclarecer qual foi o destino e as circunstâncias dos valores repassados para supostamente financiar o filme Dark Horse.
O que diz a conversa citada no relatório
Conforme o documento, Thiago afirma que precisaria bater dois pontos com Vorcaro sobre o filme: quero alinhar com você para que eu possa assumir tudo daqui para frente. Em seguida, ele envia uma captura de tela da conversa com Eduardo.
Na imagem, segundo a PF, Eduardo diz a Thiago que idealmente os recursos já deveriam estar nos Estados Unidos porque, dos EUA para os EUA, a movimentação seria tranquila. A mensagem do ex-deputado também manifesta preocupação com a possibilidade de demora na transferência dos valores caso uma empresa brasileira fizesse a remessa ao exterior. Segundo Eduardo, a transferência internacional de forma parcelada poderia levar cerca de 6 meses.
Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remanescente atual, e etc. Será que conseguimos?, diz Eduardo, de acordo com o relatório.
Por que isso importa para você
Por trás de cada sigla em um relatório de investigação existe uma cadeia de decisões que envolve dinheiro, instituições e responsabilidade. Para o cidadão comum, o ponto central é entender que a PF ainda apura os fatos e que ninguém foi condenado nesta etapa.
A investigação busca esclarecer o destino e as circunstâncias dos valores. Acompanhar o caso pelos canais oficiais, como a própria Polícia Federal e os veículos que tiveram acesso ao relatório, é a forma de não tirar conclusões antes da conclusão das apurações.
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