Ouro Preto e o Handebol: legado de Seu Chico a Bruno
O handebol em Ouro Preto tem raízes que atravessam gerações. A Prefeitura de Ouro Preto reforça o compromisso com o esporte local, valorizando memórias e personagens que mantêm viva a tradição. Nesta reportagem, conto como a modalidade chegou à cidade e como o legado segue nas mãos da nova geração.
O handebol chegou ao Brasil na década de 1930 e ganhou força nacional nos anos 1970. Em Ouro Preto, quem deu alma ao esporte foi Francisco da Silva Barros, o Seu Chico, formado em Educação Física e Letras, nascido em Itaverava em 1929. Ele dirigiu o Setor de Esportes da Associação Atlética Aluminas como diretor-presidente e técnico, projetando a cidade no cenário estadual em modalidades como futebol, futsal, natação, judô, tênis e, em especial, no handebol.
A paixão também ganhou força com o casal sueco Erland Gustafson e Dona Maggi. Enquanto ela, historiadora, eternizava Ouro Preto em livro, ele treinava a equipe do ESAB nas quadras da Associação Atlética Aluminas nos finais de semana.
O legado de Seu Chico hoje é tocado pelo neto, Bruno Barros, professor do projeto Mini-Handebol. A iniciativa atende crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, às terças e quintas, das 13h30 às 15h, com 22 alunos matriculados. O projeto vai além do aprendizado técnico: resgata o vínculo afetivo dos ouro-pretanos com a modalidade e incentiva hábitos saudáveis.
A história do handebol em Ouro Preto mostra que o esporte conecta gerações. De Seu Chico a Bruno Barros, a paixão segue pulsando, e apoiar o esporte hoje é garantir um futuro de orgulho e união para a cidade.