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MPF investiga grave deterioração na saúde Yanomami

ResumoO Ministério Público Federal (MPF) investiga a grave deterioração da saúde na comunidade Koribi, na Terra Yanomami. A fiscalização encontrou malária, leishmaniose e outros agravos entre 29 moradores. O cenário foi classificado como grave deterioração, motivando a abertura de procedimento oficial. A investigação busca apurar responsabilidades e medidas urgentes para assistência à população local.

O MPF abriu investigação após fiscalização na comunidade Koribi, na Terra Yanomami, encontrar malária, leishmaniose e outros agravos entre 29 moradores. Cenário foi classificado como 'grave deterioração' da saúde.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
MPF investiga grave deterioração na saúde Yanomami

O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesta terça-feira (25), investigação para acompanhar a assistência à saúde dos indígenas da comunidade Koribi, na região do Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A decisão veio após fiscalização que encontrou casos de malária, doenças respiratórias, verminose e leishmaniose entre os 29 moradores da comunidade, cenário classificado como "grave deterioração" das condições de saúde.

A responsabilidade de atender os indígenas é do governo federal, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Yanomami), vinculado ao Ministério da Saúde. Durante a fiscalização, moradores relataram a "ausência prolongada de equipe de saúde". O DSEI-Yanomami apresentou um plano de atendimento, mas não respondeu a todos os questionamentos.

Na visita, realizada no dia 13 de fevereiro de 2026, uma criança com suspeita de leishmaniose precisou ser removida para o Centro de Saúde do Surucucu. O documento do DSEI-Y enviado ao Ministério da Saúde estava "desacompanhado da documentação comprobatória requisitada e apresentou cronograma assistencial expressamente condicionado a critérios logísticos e operacionais, sem notícia de execução posterior ao mês de abril de 2026".

O procurador responsável, Alisson Marugal, determinou que o procedimento tenha acesso público, em observância ao princípio da transparência. A abertura do procedimento permitirá acompanhar de forma permanente a execução das políticas públicas de saúde voltadas à comunidade indígena e cobrar informações dos órgãos responsáveis.

A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da região, segundo levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.

O g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas até a publicação da reportagem não houve resposta.

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