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Mensagens: 'A Turma' de Vorcaro viu piora com saída de Toffoli

ResumoMensagens interceptadas pela Polícia Federal revelam que integrantes de 'A Turma', grupo financiado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, avaliaram como piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal. As conversas indicam preocupação com a mudança de relator e seus possíveis desdobramentos jurídicos para os envolvidos.

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal apontam que integrantes de 'A Turma', grupo pago por Daniel Vorcaro, do Banco Master, avaliaram como piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no STF.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Mensagens: 'A Turma' de Vorcaro viu piora com saída de Toffoli

A investigação da Polícia Federal sobre "A Turma", grupo pago para intimidar pessoas e obter informações sigilosas sob ordens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, mostra que os envolvidos avaliaram como piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no STF. A troca ocorreu em 12 de fevereiro, dias antes da nova prisão de Vorcaro, em 4 de março.

Segundo a PF, "A Turma" era paga por Vorcaro para fazer intimidações, comprar servidores públicos e invadir sistemas oficiais atrás de informações reservadas. Em conversa por WhatsApp interceptada em 27 de fevereiro, Bruno Correa Lopes, apontado como responsável pela compra de imóveis e intermediação de negócios da família Vorcaro, discutiu com Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, também investigado na operação Compliance Zero, a deterioração dos negócios da família com o avanço das investigações.

"Está piorando muito rápido agora que saiu do Toffoli", escreveu Bruno, após enviar a Manolo o link de uma reportagem sobre o avanço da CPMI do INSS. A conversa consta do material obtido pela PF e enviado ao STF, que quebrou o sigilo de várias peças envolvendo o banco Master na sexta-feira (11). Toffoli deixou o caso após revelações de ligações com Vorcaro no empreendimento do resort Tayayá. A Maridt, empresa de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, tinha participação no negócio.

Milicianos tinham até férias de fim de ano

As mensagens também apontam que membros do grupo tinham férias de fim de ano. Em 13 de dezembro de 2023, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como líder de "A Turma", cobrou uma definição sobre suas demandas, porque os integrantes entrariam de férias e o serviço poderia ficar para a última hora. Segundo a PF, o grupo era composto por seis integrantes e recebia cerca de R$ 400 mil por mês, dinheiro que saía de empresas ligadas ao grupo empresarial de Vorcaro e chegava por intermédio de uma empresa de Mourão.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão presos. Procurada, a defesa de Vorcaro não comentou.

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