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Luiza Ferrari: mulher no esporte radical e a força feminina

ResumoLuiza Ferrari é uma atleta brasileira de esportes radicais nascida em Belo Horizonte, que iniciou no mergulho aos 11 anos e no salto aos 16. A trajetória de Luiza Ferrari ilustra a crescente participação feminina em modalidades radicais historicamente dominadas por homens, consolidando a força das mulheres nesse cenário esportivo.

De Belo Horizonte para o mundo, Luiza Ferrari começou a mergulhar aos 11 e saltar aos 16. A trajetória dela ajuda a explicar por que cada vez mais mulheres ocupam modalidades radicais antes vistas como território masculino.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 16 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Luiza Ferrari: mulher no esporte radical e a força feminina

Aos 11 anos, Luiza Ferrari começou a mergulhar. Aos 16, já saltava de paraquedas. Depois vieram o mergulho livre, o montanhismo, a escalada e o base jump. Nascida em Belo Horizonte e formada em Engenharia Ambiental e Sanitária, ela passa boa parte do ano viajando entre expedições, esportes extremos e encontros com a vida selvagem.

A trajetória dela ajuda a contar uma mudança dentro dos esportes de aventura: mulheres estão ampliando sua presença em modalidades que, durante décadas, tiveram participação predominantemente masculina. No mergulho, mulheres representam quase 40% das certificações recreativas da PADI no mundo. Na última década, a diferença entre homens e mulheres caiu quase cinco pontos percentuais, com mais de 250 mil mulheres adicionadas à modalidade. Criado em 2015, o Women's Dive Day já realizou encontros em 183 países.

O que os números mostram no mergulho e no paraquedismo

O mergulho recreativo é o retrato mais visível dessa transição. A PADI registra quase 40% de certificações femininas no mundo, e o Women's Dive Day, criado em 2015, já passou por 183 países. O volume de mulheres que entraram na modalidade na última década supera 250 mil, enquanto a diferença entre os gêneros caiu quase cinco pontos percentuais.

Em modalidades mais extremas, o cenário é diferente. No paraquedismo, mulheres representam cerca de 13% dos membros da United States Parachute Association (USPA). Ainda assim, iniciativas de mentoria e redes formadas por mulheres vêm criando novas portas de entrada para quem quer ocupar o céu.

O que existe entre um salto e o próximo vídeo

Um salto que dura alguns segundos no feed começa muito antes de alguém abrir a porta do avião. Existe preparação, medo, decisões tomadas em segundos, horas de deslocamento, tentativas que não dão certo. É essa parte que Luiza Ferrari começa a dividir com sua comunidade na Flamus.

"Quem vê um salto pronto vê alguns segundos, mas tem muita coisa acontecendo antes e depois daquilo. Tem preparação, medo, expectativa, imprevisto, histórias que eu nunca consegui mostrar direito", conta a atleta. Na plataforma, ela publica vídeos sem cortes, bastidores das viagens e momentos que ficam de fora das redes sociais.

A diferença parece pequena, mas muda a relação com o público. Para uma creator com milhões de seguidores, o desafio deixa de ser alcance e passa a ser como criar espaço para quem quer acompanhar a história que continua depois do vídeo.

"Eu gosto de mostrar o salto, claro, mas gosto ainda mais quando alguém olha para aquilo e pensa: 'será que eu também consigo?'. Principalmente quando são outras mulheres", afirma Luiza.

A relação com a natureza também não é cenário. Formada na área ambiental e trabalhando com vida selvagem, ela usa as viagens para aproximar a audiência de lugares, espécies e ecossistemas. Essa combinação entre aventura, conservação e produção audiovisual já rendeu trabalhos com marcas, de campanhas para a Jeep a uma produção com balões de ar quente ligada a um projeto de recorde mundial.

Luiza não começou a saltar, mergulhar ou escalar porque havia uma câmera apontada para ela. A câmera veio depois. Agora, quem acompanhava os segundos mais impressionantes começa a conhecer o que acontece entre eles.

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