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FUP pede investigação de refinarias privadas após falência da Refit

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu nesta segunda-feira (31) que a decretação da falência do Grupo Refit pela Justiça do Rio de Janeiro sirva de alerta para uma fiscalização mais rigorosa das refinarias privadas no País. O pedido ocorre em um momento de restrição internacional no abastecimento de combustíveis, agravada por guerras e ataques à infraestrutura de refino.

Segundo a coordenadora-geral da entidade, Cibele Vieira, o caso chama a atenção porque, enquanto o mundo sofre com escassez de combustíveis por conta da guerra, que dificulta a movimentação de petróleo e também tem destruído refinarias, no Brasil há refinarias privadas que, em vez de produzirem, serviam apenas para estocagem e fraudes tributárias.

Para Cibele, o caso da Refit deve levar os órgãos de fiscalização a ampliar o olhar sobre outras refinarias privatizadas. "Que o caso da Refit sirva para aumentar a lupa em outras refinarias, como na de Manaus (Ream)", afirmou. A antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman), vendida pela Petrobras ao Grupo Atem em 2022, passou a operar com forte redução no volume de refino após a privatização.

Segundo dados da FUP, a unidade chegou a processar cerca de 40 mil barris por dia entre 2020 e 2022, mas o volume caiu para menos de 10 mil barris por dia em 2024. Em 2025, a refinaria deixou de receber petróleo de Urucu para processamento. Para a FUP, o cenário reforça a necessidade de avaliar se as refinarias privatizadas estão efetivamente cumprindo sua função estratégica de refino e abastecimento do País.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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