Fundação Aleijadinho completa 30 anos e atende 1.945 pessoas
A Fundação Aleijadinho completou 30 anos de atuação em 2026. Fundada em 21 de março de 1996, a instituição nasceu para desenvolver ações socioeducativas junto às comunidades mais carentes de Ouro Preto e região. Nas três décadas seguintes, ampliou os projetos e passou a atender crianças, jovens, adultos e idosos.
Hoje, os números somam 1.945 pessoas alcançadas: 1.285 crianças e jovens mais 660 idosos, distribuídos entre esporte, educação, qualificação profissional, saúde e cultura em Ouro Preto, Mariana e região.
Judô, formação técnica e a terceira idade
O judô é uma das principais atividades, voltada a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. Em Ouro Preto e seus distritos, 1.015 alunos participam das ações. Em Mariana, a Fundação mantém três núcleos de judô: na Arena Mariana, em Passagem de Mariana e no bairro Cabanas.
Para Márcio, a modalidade contribui para a formação pessoal dos participantes. "O nosso objetivo aqui não é formar campeões. Nosso objetivo é formar cidadãos", afirma. Segundo ele, famílias relatam mudanças positivas no comportamento dos filhos e melhora no rendimento escolar.
A qualificação profissional aparece no Curso Técnico de Cuidados de Idosos, com 1.200 horas de formação, sendo 200 horas de estágio na Santa Casa e no Lar São Vicente de Paula. A terceira turma reúne 14 alunos; a quarta, vinculada ao programa Trilhas de Futuro, conta com 20 estudantes.
Entre os mais velhos, o Viver em Movimento atende 240 pessoas com 60 anos ou mais em música, teatro, ginástica, costura criativa e letramento digital. Já o Pilates 60+, feito em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Preto, oferece 420 vagas em Ouro Preto, São Cristóvão, Cachoeira do Campo, Santa Rita e Antônio Pereira. Os equipamentos foram adquiridos por emendas impositivas dos vereadores.
Expansão para os distritos e a herança do nome
Levar os projetos aos distritos é, para o presidente, uma forma de ampliar o acesso. "Levar para o distrito, onde eles não têm tanta facilidade assim de estar convivendo com o setor esportivo e com o atendimento das demandas que eles têm, esse foi o grande desafio nosso", explica.
A expansão marcou uma nova fase após a pandemia de Covid-19. Márcio, que assumiu a gestão em 2020, conta que as atividades ficaram praticamente paralisadas por cerca de dois anos. A partir de 2022, a instituição reorganizou os projetos e ampliou o atendimento.
Carregar o nome de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é apontado por Márcio como responsabilidade. "É um artista de renome mundial, internacional. Então, quando foi criado esse nome Antônio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho, isso é para nós uma importância muito grande e uma responsabilidade muito grande", afirma.
Minas se conta pela cultura, e cada cidade histórica guarda um mestre. Em Ouro Preto, o nome do Aleijadinho segue sustentando ofícios e gerações. Quem quiser conhecer de perto o trabalho pode procurar a Fundação Aleijadinho e acompanhar a agenda dos núcleos em Ouro Preto e Mariana.