Franco Fontana, mestre da fotografia colorida, morre aos 92
Franco Fontana, fotógrafo italiano que transformou paisagens em imagens abstratas com cor, geometria e sombras, morreu aos 92 anos, segundo a mídia italiana. Pioneiro da fotografia colorida, ele começou na década de 1960 e deixou mais de 400 exposições individuais.
O fotógrafo italiano Franco Fontana, famoso por transformar paisagens em imagens abstratas por meio do uso magistral da cor, da geometria e das sombras, morreu aos 92 anos, conforme noticiou a mídia italiana neste sábado. A informação foi confirmada pela imprensa do país, sem detalhes sobre a causa da morte.
Pioneiro do uso da cor quando o preto e branco ainda dominava a fotografia artística, Fontana iniciou sua carreira na década de 1960, influenciado pelo expressionismo abstrato e pelo minimalismo. Suas imagens mais conhecidas mostram praias e paisagens rurais do sul da Itália em cores vivas e contrastantes, por vezes com uma única árvore, nuvem ou sombra humana, evocando a obra do pintor abstrato Mark Rothko.
"Acredito que (a fotografia) não deva documentar a realidade, mas interpretá-la", afirmou em declaração para sua exposição "Full Color", de 2014. "A realidade é um pouco como um bloco de mármore. Você pode usá-lo para fazer um cinzeiro ou a 'Pietà' de Michelangelo", acrescentou, referindo-se à escultura na Basílica de São Pedro.
Nascido em Modena, no norte da Itália, em 9 de dezembro de 1933, Fontana nunca deixou sua cidade natal, recusando oferta para se mudar para Nova York enquanto trabalhava para a Vogue norte-americana. Tendo abandonado os estudos, descobriu a fotografia durante o serviço militar e começou a experimentar como amador no início dos anos 1960.
Ao longo das décadas, realizou mais de 400 exposições individuais, trabalhou com moda e publicidade, e teve obras exibidas em mais de 50 museus ao redor do mundo. Também foi aclamado por paisagens urbanas na Itália e nos Estados Unidos, que brincavam com linhas marcantes, sombras e detalhes de carros estacionados, além de sua fotografia de nus.
Em Roma, recebeu uma grande retrospectiva com mais de 200 fotografias, em cartaz de dezembro de 2024 a agosto de 2025. Para famílias que acompanham o legado artístico, a obra de Fontana segue acessível em museus e publicações, reforçando como a cor pode reinterpretar o cotidiano.