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Franco Fontana, mestre da fotografia colorida, morre aos 92

ResumoFranco Fontana, fotógrafo italiano pioneiro da fotografia colorida, morreu aos 92 anos, conforme noticiado pela mídia italiana. Fontana transformou paisagens em composições abstratas com cor, geometria e sombras, iniciando sua carreira na década de 1960. O artista realizou mais de 400 exposições individuais ao longo de sua trajetória, consolidando-se como referência mundial no uso expressivo da cor.

Franco Fontana, fotógrafo italiano que transformou paisagens em imagens abstratas com cor, geometria e sombras, morreu aos 92 anos, segundo a mídia italiana. Pioneiro da fotografia colorida, ele começou na década de 1960 e deixou mais de 400 exposições individuais.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 29 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Franco Fontana, mestre da fotografia colorida, morre aos 92

O fotógrafo italiano Franco Fontana, famoso por transformar paisagens em imagens abstratas por meio do uso magistral da cor, da geometria e das sombras, morreu aos 92 anos, conforme noticiou a mídia italiana neste sábado. A informação foi confirmada pela imprensa do país, sem detalhes sobre a causa da morte.

Pioneiro do uso da cor quando o preto e branco ainda dominava a fotografia artística, Fontana iniciou sua carreira na década de 1960, influenciado pelo expressionismo abstrato e pelo minimalismo. Suas imagens mais conhecidas mostram praias e paisagens rurais do sul da Itália em cores vivas e contrastantes, por vezes com uma única árvore, nuvem ou sombra humana, evocando a obra do pintor abstrato Mark Rothko.

"Acredito que (a fotografia) não deva documentar a realidade, mas interpretá-la", afirmou em declaração para sua exposição "Full Color", de 2014. "A realidade é um pouco como um bloco de mármore. Você pode usá-lo para fazer um cinzeiro ou a 'Pietà' de Michelangelo", acrescentou, referindo-se à escultura na Basílica de São Pedro.

Nascido em Modena, no norte da Itália, em 9 de dezembro de 1933, Fontana nunca deixou sua cidade natal, recusando oferta para se mudar para Nova York enquanto trabalhava para a Vogue norte-americana. Tendo abandonado os estudos, descobriu a fotografia durante o serviço militar e começou a experimentar como amador no início dos anos 1960.

Ao longo das décadas, realizou mais de 400 exposições individuais, trabalhou com moda e publicidade, e teve obras exibidas em mais de 50 museus ao redor do mundo. Também foi aclamado por paisagens urbanas na Itália e nos Estados Unidos, que brincavam com linhas marcantes, sombras e detalhes de carros estacionados, além de sua fotografia de nus.

Em Roma, recebeu uma grande retrospectiva com mais de 200 fotografias, em cartaz de dezembro de 2024 a agosto de 2025. Para famílias que acompanham o legado artístico, a obra de Fontana segue acessível em museus e publicações, reforçando como a cor pode reinterpretar o cotidiano.

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