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Francisca não mora mais aqui: a crônica que emociona

ResumoA crônica de Chico Mendonça, publicada com o título "Francisca não mora mais aqui", narra o encontro entre o autor e Chica, uma mulher em situação de rua. Após receber roupas novas e um jantar, Chica recusa a cachaça oferecida e corrige o interlocutor: "Meu nome é Francisca". A obra aborda a dignidade e o recomeço de uma pessoa que reivindica sua identidade.

Na crônica de Chico Mendonça, Chica, uma mulher em situação de rua, é convidada para jantar e recebe roupas novas. Ao rejeitar a cachaça, ela afirma: 'Meu nome é Francisca'. Uma história de dignidade e recomeço.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 03 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Francisca não mora mais aqui: a crônica que emociona

Na crônica de Chico Mendonça, publicada no Estado de Minas, uma mulher em situação de rua, conhecida como Chica Cachaceira, vive uma transformação emocionante após receber um convite inesperado para jantar. A história, que circula nas redes, mostra como um gesto de bondade pode devolver a dignidade a alguém.

Tudo começa quando Chica, após mais uma manhã de peregrinação pelos 14 bares de seu cotidiano, é abordada por uma mulher de meia-idade. "Boa tarde! Estou indo para o trabalho e, na volta, gostaria de convidá-la para jantar em minha casa esta noite", diz a desconhecida. Chica, desconfiada, aceita o convite.

No apartamento, a anfitriã oferece banho, roupas novas e uma refeição farta. Chica, que a princípio reluta em aceitar a gentileza, acaba se entregando ao cuidado. Ao final, recebe um quarto para passar a noite, mas recusa: "Dormir, não! Dormir eu não vou não".

Ao sair, já limpa e vestida, ela entra no primeiro bar e ouve os comentários: "Olha só a Chica Cachaceira, toda perfumosa!". É quando ela responde, com firmeza: "Chica Cachaceira não, meu nome é Francisca!". Ela recusa a cachaça e aceita um copo d'água. A cena se repete nos 14 bares, e Francisca segue firme, corrigindo a todos.

Ao final, já tarde da noite, ela deita sobre o papelão e dorme um sono bom, como há muito não acontecia. No dia seguinte, porém, Francisca é encontrada morta. A crônica, que emociona pela delicadeza com que trata a dignidade humana, termina com uma reflexão sobre o poder do acolhimento. crônicas que emocionam histórias de superação

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