Flávio Roscoe ouve demandas de policiais civis em visita ao Sindepominas
Em visita ao Sindepominas nesta segunda-feira (14), o candidato ao governo de Minas, Flávio Roscoe (PL), ouviu demandas de policiais civis e recebeu documento com diagnóstico da categoria. Remuneração, efetivo e promoção por critérios objetivos estão entre as reivindicações.
O candidato ao governo de Minas, Flávio Roscoe (PL), ouviu demandas de policiais civis em visita ao Sindepominas nesta segunda-feira (14). O sindicato apresentou três reivindicações principais: remuneração compatível com a de policiais de outros estados, promoção por critérios exclusivamente objetivos e aumento do efetivo de delegados de polícia. Roscoe recebeu um documento com o diagnóstico da situação da Polícia Civil e as demandas da categoria.
Segundo o Sindepominas, todos os candidatos ao governo de Minas, além de candidatos a cargos legislativos que sejam delegados de polícia, foram convidados para conversar com o sindicato durante o período de campanha.
De acordo com o presidente do Sindepominas, Cylton Brandão da Matta, os profissionais da Polícia Civil têm demandas urgentes que exigem o compromisso dos parlamentares. Uma das principais é a remuneração. Segundo o sindicato, com base em levantamento feito a partir de dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Minas Gerais paga atualmente aos delegados de polícia o pior salário entre todos os estados do Brasil. O delegado é o profissional responsável por dirigir delegacias, presidir inquéritos e coordenar as equipes e o trabalho de investigação.
Cylton Brandão da Matta explica que, além de representar desvalorização para os profissionais, os baixos salários levam à evasão. "Nós temos um curso de formação na Academia de Polícia Civil de alto nível. Os delegados passam aqui e sabem que podem passar em concurso em qualquer outra unidade da Federação. Então eles começam a trabalhar e logo trocam a Polícia Civil de Minas por outros estados, porque lá eles pagam mais", destaca o presidente do Sindepominas.
A remuneração também está ligada a outra demanda apontada como urgente pela categoria: a falta de efetivo, que sobrecarrega os profissionais. Segundo o Sindepominas, a Lei Orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais estabelece que o Estado deveria ter, no mínimo, 1.987 delegados. Hoje, a categoria atua com déficit de cerca de 800 delegados. "As facções criminosas que já estão tomando conta de muitas partes de Minas e do Brasil inteiro, se não tem o número suficiente de delegados para investigar, cai o nível dessa investigação por causa do acúmulo de serviço", destaca Brandão da Matta.
Segundo o candidato, a reunião teve como objetivo principal ouvir os profissionais, e não apenas apresentar suas propostas de governo. Entre as propostas discutidas está a integração entre as polícias Civil e Militar na capital. "Nosso sistema de segurança não é uma questão para ser tratada de forma isolada. A segurança tem que ser integrada no Estado e no país. Aqui no Estado, o serviço da Polícia Civil, que é o de investigação, precisa ser complementado com o patrulhamento ostensivo, que é da Polícia Militar. Um realmente ajudando o outro, complementando o outro", disse Roscoe.
Outra proposta, segundo o candidato, é o uso de tecnologia para reduzir a sobrecarga dos profissionais e garantir mais agilidade na análise dos casos. "Quanto mais tecnologia for utilizada, mais liberado vai estar o servidor público, o integrante da corporação, para poder executar a atividade-fim dele", destacou Roscoe.