# Filho de Bin Laden: Omar viu cães morrerem com armas químicas

> Omar Bin Laden, quarto filho de Osama Bin Laden, presenciou membros da Al Qaeda matando cães de estimação com armas químicas. O episódio, somado a ataques de pânico, levou Omar, hoje com 45 anos, a romper com o legado do pai e se afastar da organização terrorista.

*Portal Notícias MG · Comunidade · 11 de setembro de 2026 · Cláudia Resende*

Omar Bin Laden, 45, quarto filho do terrorista Osama Bin Laden, presenciou os cães de estimação serem mortos com armas químicas por membros da Al Qaeda. O episódio, somado a ataques de pânico, marcou sua ruptura com o legado do pai.

Omar Bin Laden, 45, quarto filho do terrorista Osama Bin Laden (1957-2011), seguiu um caminho distinto do pai. Artista plástico dedicado à pintura, ele presenciou na juventude cenas de violência que, segundo relatou, deixaram marcas duradouras. Entre elas, a morte de seus cães de estimação com armas químicas por membros da Al Qaeda, a organização liderada pelo pai.

Omar deixou o Afeganistão em abril de 2001, aos 19 anos, cinco meses antes do atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. Só soube da morte do pai dez anos depois, quando já morava no Catar. Ele afirmou ter sido escolhido pelo terrorista para seguir seu legado, algo que diz não ter aceitado. "Acredito que fui selecionado por ser o mais inteligente dos irmãos. Por isso estou vivo hoje", declarou.

Em 2022, o herdeiro contou ao jornal britânico The Sun que precisou buscar ajuda após lidar com ataques de pânico. "É muito difícil. Você sofre o tempo todo", afirmou na ocasião, dizendo tentar esquecer os momentos ruins que viveu.

Omar se casou com a britânica Zaina al-Sabah, nome de batismo Jane Felix-Browne, que teve cargo político em Cheshire, na Inglaterra. Conheceram-se em 2007, no Egito, e ela se tornou uma das principais apoiadoras de sua carreira artística. Em 2024, o casal foi deportado da França. Bruno Retailleau, então ministro do Interior, divulgou comunicado no X acusando Omar de glorificar o terrorismo em postagens de 2023. "A proibição garante que Bin Laden não possa regressar administrativamente à França por qualquer motivo", escreveu.

Segundo o semanário local Le Publicateur Libre, ele chamou a atenção das autoridades francesas por causa de uma postagem no aniversário do pai, morto por forças dos EUA em 2011. A Reuters não localizou a publicação. O jornal informou ainda que, em julho de 2023, a polícia o procurou na vila de Domfort, na Normandia, antes da deportação. Atualmente, não há novas informações sobre o paradeiro do artista, que já vendeu obras por £ 8,5 mil.

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