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Escola Benedita Braga Cobra cria cooperativa escolar com Sicredi

A Escola Municipal Benedita Braga Cobra, de Borda da Mata, no Sul de Minas, implantou a Cooperativa Escolar UNIBORDA em parceria com o Sicredi. A proposta leva para dentro da rotina dos alunos conceitos de cooperativismo, empreendedorismo, educação financeira, autonomia e responsabilidade. A UNIBORDA é a quarta cooperativa escolar do Sicredi em Minas Gerais.

Os encontros acontecem semanalmente, às terças-feiras, no contraturno escolar. Nas atividades, os estudantes trabalham cooperação, planejamento, tomada de decisões e organização financeira. A ideia é aproximar o conteúdo da sala de aula da vida prática, com participação e trabalho coletivo.

Como funciona a cooperativa escolar da Benedita Braga Cobra

A dinâmica da UNIBORDA segue os princípios do cooperativismo: decisões conjuntas, divisão de tarefas e metas construídas em grupo. É nesse formato que os alunos vivenciam o que costuma aparecer apenas na teoria, como a diferença entre associado e cliente, entre caixa coletivo e despesa individual.

A escolha do contraturno não é detalhe. Ao manter as terças-feiras fora do horário regular, a escola preserva a grade curricular e usa o espaço extra para a formação prática. Quem acompanha projetos do tipo em Minas sabe que a adesão dos estudantes depende menos do discurso e mais da possibilidade concreta de decidir sobre algo real, ainda que pequeno.

A parceria com o Sicredi coloca a escola de Borda da Mata em um grupo restrito: são quatro unidades mineiras com cooperativa escolar ligada à instituição. Não há, na proposta divulgada, menção a repasse de recursos ou a valores movimentados pelos alunos, o que mantém o foco no aprendizado e não na operação financeira.

O que a cooperativa muda para os alunos

Para o aluno, o efeito mais direto é o contato com rotinas de planejamento e prestação de contas. Conceitos como orçamento, meta coletiva e responsabilidade sobre decisão compartilhada passam a ter aplicação imediata, ainda que em escala escolar.

Na leitura da economia regional, projetos assim alimentam uma base que Minas ainda constrói: a de formação de jovens capazes de organizar produção e renda fora dos grandes centros. Borda da Mata é município pequeno, e iniciativas escolares desse tipo costumam ter alcance limitado ao próprio grupo de estudantes. O impacto maior aparece no médio prazo, quando esses alunos chegam ao mercado de trabalho ou ao próprio negócio.

A tendência, nos próximos meses, é que a cooperativa ganhe corpo com novas turmas e atividades. O que se sabe até aqui é o essencial: encontros semanais, contraturno, parceria com o Sicredi e foco em cooperativismo e educação financeira. cooperativismo em Minas Gerais

educação financeira nas escolas

Sérgio Tadeu Mafra
Repórter de Economia Regional
De Uberlândia, cobre economia do Triângulo e agronegócio mineiro com dado na mão e linguagem clara.
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