# Enviado de Trump: Belarus libertará 25 prisioneiros

> Belarus concordou em libertar 25 prisioneiros após negociação com John Coale, enviado de Donald Trump, em Minsk. A libertação ocorre em troca da suspensão de sanções dos Estados Unidos contra duas empresas bielorrussas. O número é inferior aos 250 prisioneiros discutidos em negociações anteriores, realizadas em março.

*Portal Notícias MG · Comunidade · 16 de setembro de 2026 · Ronaldo Pimenta*

Enviado de Trump, John Coale disse em Minsk que Belarus concordou em libertar 25 prisioneiros em troca da suspensão de sanções dos EUA contra duas empresas. Número é menor que os 250 negociados em março.

O enviado do presidente Donald Trump, John Coale, disse nesta quarta-feira (16) em Minsk que Belarus concordou em libertar 25 prisioneiros em troca de um novo alívio das sanções dos Estados Unidos. O anúncio ocorre após longas negociações com o presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko.

O acordo é provisório. Como demonstração de boa vontade, segundo Coale, Belarus libertará 25 pessoas e, em troca, os Estados Unidos suspenderão as sanções contra duas empresas. O número de 25 é muito inferior aos 250 que Coale convenceu Lukashenko a libertar quando visitou Minsk pela última vez, em março.

## O que foi acordado entre EUA e Belarus

Coale afirmou a repórteres que ambos os lados trabalhariam para resolver as questões pendentes, a fim de abrir caminho para a libertação de mais prisioneiros e a remoção de novas sanções. Mais tarde, no X, ele escreveu que os dois países continuariam a melhorar as relações e que ainda não haviam terminado.

As duas empresas que sairão das sanções americanas são a Lakokraska, fabricante de tintas e revestimentos industriais, e a Bellesbumprom, empresa industrial estatal que supervisiona os setores florestal, de celulose e papel. As sanções contra elas estavam em vigor desde 2008 e 2023, respectivamente.

Na terça-feira (15), Coale também prometeu a Lukashenko que faria com que os bancos americanos devolvessem dezenas de milhões de dólares em ativos bielorrussos congelados.

## Repressão continua, diz oposição

O grupo bielorrusso de direitos humanos Viasna afirmou que uma nova rodada de indultos começou e que familiares de alguns detentos foram informados de que poderiam buscar seus entes queridos nas colônias penais na manhã de quarta-feira.

A Viasna, proibida em Belarus, afirma que o país ainda mantém mais de 900 presos políticos, mesmo depois de Coale ter negociado a libertação de centenas deles desde meados do ano passado. Entre as acusações mais frequentes contra eles estão atividades "extremistas", conspiração para tomar o poder, incitação ao ódio ou insulto ao presidente.

Nas negociações de terça-feira, Lukashenko negou que as pessoas em questão fossem prisioneiros políticos e rejeitou as afirmações de grupos de direitos humanos e da oposição exilada de que ele estaria prendendo cada vez mais pessoas para substituir aquelas que liberta.

Os esforços de Coale desde o ano passado levaram à libertação, entre muitos outros, do vencedor do Prêmio Nobel da Paz Ales Bialiatski e de importantes figuras da oposição. Sua diplomacia lhe rendeu a gratidão de muitos bielorrussos, embora também tenha gerado preocupações.

"Devemos aproveitar todas as oportunidades para salvar vidas. Mas não devemos confundir libertações com mudanças políticas. A repressão continua e Lukashenko continua apoiando a guerra da Rússia (na Ucrânia)", disse a líder da oposição exilada, Sviatlana Tsikhanouskaya, à Reuters na terça-feira. "O objetivo deveria ser esvaziar as prisões, não reabilitar a ditadura."

O próximo passo das negociações deve ocorrer nos próximos dias, com ambos os lados sinalizando disposição para avançar em novas libertações e na remoção de sanções adicionais. sanções dos EUA contra Belarus

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