# Dark Horse: Karina Gama nega emendas e relação com Vorcaro

> Karina Gama, sócia-administradora da Go Up, negou que o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, tenha sido financiado por emendas parlamentares. Karina Gama também contestou sua atuação no fundo Havengate, alvo de operação da Polícia Federal.

*Portal Notícias MG · Comunidade · 14 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

Karina Gama, sócia-administradora da Go Up, negou que Dark Horse tenha sido financiado por emendas parlamentares e contestou sua atuação no fundo Havengate. A cinebiografia de Bolsonaro virou alvo de operação da PF.

BRASÍLIA. Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da produtora Go Up, negou que o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenha sido financiado com emendas parlamentares. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil no sábado, 12 de setembro. "Não existe emenda e nunca foi feito projeto público para o 'Dark Horse'", afirmou.

A negativa veio dois dias depois de Karina entrar na lista de alvos de uma operação da Polícia Federal, deflagrada em 10 de setembro, que apura o uso de dinheiro público na produção do longa-metragem. Ela também contestou sua participação no Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos supostamente usado no financiamento do filme.

Segundo o relato da produtora, sua atribuição no fundo estava restrita à execução dos recursos para a produção após a aprovação do orçamento do projeto. "Eu não participei do fundo. Eu nunca particupei do fundo e não era o meu papel. O meu papel ali era de contratada do fundo", disse. Karina afirmou ainda que nunca teve contato direto com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e que sofre perseguição política.

## O que a delação diz sobre o fundo

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, declarou ter feito sete transferências bancárias ao fundo a pedido de Vorcaro. As remessas totalizariam US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,9 milhões na cotação atual do dólar.

Já a Polícia Federal aponta que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade da qual Karina Gama é sócia. Frias, que também foi alvo da operação, nega irregularidades e classificou a ação como "cortina de fumaça" em período eleitoral.

## Comparação com Mauro Cid e futuro do lançamento

Durante a entrevista, Karina disse se sentir como o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que revelou à PF detalhes da trama golpista. "Quando você me pergunta a minha sensação da operação e da condução das investigações, eu entendo que é como se eu fosse o próximo Mauro Cid e que eu preciso incriminar pessoas", declarou. Ela também afirmou ter sido procurada por um advogado que lhe ofereceu assistência jurídica para fechar delação, e mencionou o contato de um pastor evangélico amigo, sem citar nomes.

Sobre o lançamento, Karina não conseguiu estimar data. Explicou que a equipe enfrentou dificuldades orçamentárias e precisou mudar o cronograma para concluir o projeto. "A gente tinha uma data de lançamento, mas a gente não consegue trabalhar. Eu não consigo trabalhar", afirmou.

A cinebiografia de Bolsonaro segue sem previsão de estreia, enquanto a investigação da PF avança sobre a origem dos recursos. investigações sobre o Banco Master

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