Bruxa da Sapolândia: caso real, absolvição e documentário
A lenda da Bruxa da Sapolândia vira documentário. Em Campo Grande, a casa no Taquarussu segue de pé e atrai curiosos. Célia de Souza foi presa, passou cerca de dois anos na cadeia e acabou absolvida pela Justiça.
A casa continua de pé. Mais de cinco décadas depois, escondida entre árvores no bairro Taquarussu, em Campo Grande, ela ainda recebe curiosos. Alguns, segundo o atual morador, vêm até de outros países. Tudo por causa da mulher que viveu ali e ficou eternizada no imaginário da cidade como a "Bruxa da Sapolândia".
A história começou no fim da década de 1960. Corpos de três crianças foram encontrados enterrados na região, e Célia de Souza acabou presa, acusada de matar crianças e praticar bruxaria. Ela passou cerca de dois anos na cadeia, mas foi absolvida pela Justiça.
O que mudou desde então
Célia deixou Campo Grande. A história, não. Mais de 50 anos depois, moradores ainda repetem relatos que ouviram dos pais. Há quem evite partes do terreno por medo, e a antiga casa continua despertando curiosidade.
Agora, o caso será revisitado no documentário "O Retrato do Erro: A Bruxa da Sapolândia", previsto para ser lançado. documentários sobre casos criminais em Mato Grosso do Sul
O que a lenda ainda move
Eu cresci ouvindo esse tipo de causo no interior. A diferença é que, no Taquarussu, o causo tem endereço, tem casa, tem árvore no quintal. Não é história de outro município. É vizinhança.
Quem mora perto convive com duas coisas ao mesmo tempo: a memória de um caso que terminou em absolvição e a fama que insiste em não passar. A visitação, segundo o atual morador, segue. bairros de Campo Grande
O documentário deve recolocar o episódio na conversa da cidade. Para a comunidade, fica a expectativa de que o registro separe o que foi apurado do que virou lenda contada de pai para filho.