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Como o cultivo de feijão transformou uma família referência no agro mineiro

ResumoLadislau Jerônimo de Melo, presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de MG, transformou a produção de feijão em sua família ao investir em tecnologia e cooperativismo. Iniciando na infância com venda de hortaliças, Ladislau tornou-se referência no agro mineiro, modernizando o cultivo e impulsionando a produtividade regional.

Ladislau Jerônimo de Melo começou na infância vendendo hortaliças e se tornou referência no agro mineiro. Presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de MG, ele investiu em tecnologia e cooperativismo para transformar a produção de feijão.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 28 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Como o cultivo de feijão transformou uma família referência no agro mineiro

Ladislau Jerônimo de Melo começou cedo no campo. Aos 10 anos, vendia hortaliças ao lado da família. Hoje, presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Minas Gerais e fundador da Melo Agronegócios, ele é associado do Sicredi em Lagoa Dourada. Sua trajetória mostra como o cultivo de feijão transformou uma família referência no agro mineiro.

A produção nacional do grão deve alcançar 2,8 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa do IBGE de maio. Minas Gerais lidera, com previsão de colher 531,6 mil toneladas, o equivalente a 18,7% de toda a produção do país. Por trás dos números, produtores como Ladislau unem tradição e inovação.

Os primeiros passos foram no Brejo da Mutuca, em área onde dois terços do terreno eram usados por ele. Enchentes e chuvas de granizo marcaram o início. Após o casamento com Madalena, ele adquiriu o terreno onde hoje funciona a Melo Agronegócios. A produção, que antes dividia com o irmão José de Souza, hoje é tocada com Antônio Carlos, em parceria baseada em confiança.

Para Ladislau, o segredo está no manejo: rotação de culturas, diversificação e respeito à janela de plantio. No cultivo de sequeiro, uma boa safra alcança cerca de 30 sacas por hectare; nas áreas irrigadas por pivô central, entre 50 e 60 sacas. São cultivadas variedades de feijão preto, carioca e vermelho, conforme o mercado.

O primeiro grande investimento foi um galpão para tratamento dos grãos. Depois, um silo com secador e novas ampliações. A maior transformação, segundo ele, foi a evolução da tecnologia e dos equipamentos agrícolas. Hoje, a Melo Agronegócios foi pioneira em Minas Gerais na adoção de um sistema de seleção óptica por cor, capaz de identificar impurezas e grãos contaminados.

O cooperativismo de crédito tem papel central. O Sicredi vai disponibilizar R$ 72,1 bilhões em cerca de 340 mil operações no Plano Safra 2026/2027, alta de 4,4% ante o ciclo anterior, quando foram liberados R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. A carteira de crédito agro da instituição é de R$ 121 bilhões.

Do total previsto, R$ 27,6 bilhões vão para custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização. A expectativa é conceder R$ 18 bilhões em CPR e R$ 9 bilhões em moeda estrangeira. Para a agricultura familiar, serão R$ 13,3 bilhões; para médios produtores, R$ 14,6 bilhões. Juntos, representam 88% das operações, segundo o presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port.

A trajetória de Ladislau mostra que o cultivo de feijão vai além da rentabilidade. Exige conhecimento técnico, organização e acesso a crédito. A transformação, medida em tecnologia e cooperativismo, é o que mantém a família como referência no agro mineiro.

Perguntas Frequentes

Quem é Ladislau Jerônimo de Melo?

É presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Minas Gerais, fundador da Melo Agronegócios e associado do Sicredi em Lagoa Dourada.

Como ele começou no cultivo de feijão?

Aos 10 anos, vendia hortaliças com a família. Depois, iniciou o cultivo de feijão e milho no Brejo da Mutuca, em área compartilhada.

Qual a importância de Minas Gerais na produção de feijão?

Minas é líder nacional, com previsão de colher 531,6 mil toneladas em 2026, 18,7% da produção do país, segundo o IBGE.

Que tecnologia a Melo Agronegócios adotou?

Foi pioneira em Minas Gerais na seleção óptica por cor, que identifica impurezas e grãos contaminados durante o processamento.

Quanto o Sicredi vai liberar no Plano Safra 2026/2027?

R$ 72,1 bilhões em cerca de 340 mil operações, com crescimento de 4,4% ante o ciclo anterior.

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