Casal cria terrários de orixás e fatura R$ 100 mil por mês
De um hobby em São Paulo a um negócio que faturou R$ 100 mil em um mês: Edu Santana e Will Souza criam terrários inspirados nos orixás e conquistam nicho próprio no artesanato.
Edu Santana e Will Souza deixaram Florianópolis para começar uma nova vida em São Paulo e encontraram na arte dos terrários uma forma de gerar renda. O que era um hobby artesanal se transformou em um negócio que alcançou faturamento de R$ 100 mil em um único mês. A identidade do estúdio ganhou força quando os empreendedores passaram a criar terrários inspirados nos orixás, combinando natureza, arte e elementos simbólicos em um nicho pouco explorado.
"O nosso planeta dentro do vidro." É assim que Edu, arquiteto e designer de interiores de formação, define os terrários produzidos pelo estúdio. Ele encontrou na atividade uma forma de unir criatividade, paisagismo e trabalhos manuais, mas desde o início tinha uma regra: não queria reproduzir modelos prontos. A inspiração nos orixás veio para dar personalidade a cada peça, transformando pequenos ecossistemas em paisagens em miniatura que carregam significado.
A mudança de cidade e a necessidade de gerar renda foram o ponto de partida. O casal apostou em um produto que unisse estética e simbolismo, e a resposta do público veio em forma de pedidos. O nicho dos terrários religiosos, antes pouco explorado, tornou-se o principal motor de crescimento da empresa. Cada recipiente de vidro reproduz uma paisagem que remete a elementos da natureza e a referências culturais, criando uma ponte entre o artesanato e a fé.
Para quem pensa em seguir caminho parecido, a história mostra que unir habilidade manual a um tema com identidade própria pode abrir portas. A regra de Edu, de não reproduzir modelos, foi decisiva para diferenciar o produto no mercado. O faturamento de R$ 100 mil em um mês é o reflexo de uma aposta que começou com um terrário na Paulista e se tornou um negócio sustentável, com clientes que buscam mais do que um objeto decorativo: buscam uma conexão simbólica.