Brunna Gonçalves rebate críticas por usar laces: 'Posso ser todas as versões'
Na última terça-feira, dia 25 de agosto, a dançarina Brunna Gonçalves publicou um vídeo em sua conta no Instagram e desfilou sua coleção de laces. No vídeo, ela rebateu as críticas por ser adepta das famosas perucas, reafirmando sua identidade e liberdade de expressão.
"Vim aqui bater um papo com vocês sobre um assunto que as pessoas sempre me questionam, que é sobre eu ter vergonha da minha negritude pelo simples fato de eu usar laces. Mas o que as pessoas precisam entender é que eu posso dormir morena, acordar loira, ser ruiva, loira, cacheada, trançada e continuar sendo exatamente a pessoa que eu sou", começou ela.
Em seguida, Brunna comentou sobre sua relação com o cabelo: "Para mim, cabelo sempre foi uma forma de eu experimentar coisas novas, de eu me transformar, de eu brincar com a minha imagem. Eu não mudo meu cabelo porque eu tenho vergonha de quem eu sou, eu mudo o meu cabelo porque eu tenho a liberdade de ser todas as versões que eu quiser".
Por fim, a famosa fez uma reflexão e afirmou que mulheres brancas não são questionadas da mesma forma. "E tem uma coisa curiosa nisso tudo. Quando uma mulher muda de cabelo, geralmente chamam de transformação, de estilo, de personalidade. Mas quando uma mulher negra faz isso, sempre aparece alguém para questionar a relação dela com a sua própria identidade", concluiu.
A declaração de Brunna reacende o debate sobre a pressão estética e o racismo estrutural que afetam mulheres negras. A dançarina, que é um nome conhecido no cenário cultural e artístico, usa sua plataforma para reforçar que a liberdade de experimentar não diminui sua negritude.
O que isso significa para você
Se você acompanha a discussão sobre identidade e representatividade, a fala de Brunna é um lembrete de que a estética não define quem somos. A liberdade de escolher como se apresentar é um direito de todos, especialmente para mulheres negras que enfrentam questionamentos constantes sobre sua relação com o próprio cabelo.
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representatividade negra na mídia