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Big Brother do Cerrado: bebedouros com câmeras monitoram animais

ResumoBebedouros com câmeras do projeto Big Brother do Cerrado monitoram animais silvestres no sul do Tocantins. O sistema instala bebedouros de 200 litros, comedouros e câmeras trap com visão noturna para refrescar e registrar o comportamento de espécies do Cerrado sem presença humana.

Projeto tocantinense instala bebedouros de 200 litros, comedouros e câmeras trap com visão noturna no sul do estado. Equipamentos refrescam e registram o comportamento de espécies silvestres do Cerrado sem presença humana.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Big Brother do Cerrado: bebedouros com câmeras monitoram animais

Um projeto no sul do Tocantins espalhou bebedouros de água, comedouros e câmeras com visão noturna para refrescar animais do Cerrado e, ao mesmo tempo, registrar seus hábitos. A estrutura montada em campo funciona como uma armadilha fotográfica: os equipamentos captam a fauna sem a presença humana.

O bebedouro é escavado no chão e cimentado, com profundidade de 50 a 60 centímetros e extensão de um metro e meio, segundo o engenheiro florestal Guilherme Henrique. A capacidade é de 200 litros. Na frente, um comedouro atrai pássaros, e a câmera trap registra a ação.

"É um buraco no chão que a gente cimenta, com uma profundidade de, mais ou menos, 50 a 60 centímetros e uma extensão de um metro e meio. Ele tem uma capacidade de 200 litros, e na frente do bebedouro também colocamos um comedouro para atrair pássaros. E a câmera trap para registrar a ação", explica Guilherme Henrique.

Como funciona a câmera trap

A câmera trap, também chamada de armadilha fotográfica, é uma câmera automática ativada por movimento ou calor. Ela serve para registrar a vida selvagem ou monitorar áreas externas sem a presença humana. No projeto tocantinense, o dispositivo complementa a função do bebedouro: enquanto a água refresca os animais, a lente documenta quem passa por ali.

O veado-mateiro é uma das espécies já registradas pela iniciativa, segundo a reportagem. O monitoramento ajuda as equipes de pesquisadores a entender os hábitos das espécies silvestres que circulam pela região.

O que muda no monitoramento

A combinação de bebedouro artificial e armadilha fotográfica desloca o esforço de observação do pesquisador para o equipamento. Em vez de depender de incursões humanas em campo, o projeto mantém uma estrutura fixa que atrai a fauna e registra a passagem de forma contínua.

O bebedouro cumpre duas funções ao mesmo tempo: oferece água em um período de escassez e cria um ponto previsível de observação. O comedouro amplia o alcance para aves. A câmera trap fecha o ciclo, transformando cada visita em dado sobre comportamento.

A iniciativa é tocada por equipes de pesquisadores no sul do estado e foi apresentada como um projeto tocantinense. Os registros obtidos com os equipamentos alimentam o trabalho de entendimento dos hábitos das espécies do Cerrado.

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