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Artesanato maranhense conquista duas vagas no Top 100

ResumoRenda de Bilro da Raposa e Cerâmica Vitrificada de São Luís garantiram duas vagas do Maranhão na 6ª edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. O estado inscreveu 51 artesãos e grupos na disputa nacional, que reconhece produções artesanais de destaque no país.

Duas produções maranhenses entraram na 6ª edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato: a Renda de Bilro da Raposa e a Cerâmica Vitrificada de São Luís. Ao todo, 51 artesãos e grupos do estado se inscreveram na disputa nacional.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Artesanato maranhense conquista duas vagas no Top 100

O artesanato maranhense conquistou duas vagas na 6ª edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato, um dos principais reconhecimentos nacionais do setor. A Renda de Bilro da Raposa, da Associação das Rendeiras da Praia da Raposa, e a Cerâmica Vitrificada de São Luís, produzida pelo artesão José Carlos Martins, estão entre os cem melhores trabalhos do país.

Nesta edição, 51 artesãos e grupos do Maranhão se inscreveram na disputa pelo reconhecimento nacional. O número dá a medida do que está em jogo: duas vagas entre 51 inscrições locais, dentro de uma seleção que reúne trabalhos de todo o Brasil.

O que mudou com a seleção

O resultado coloca lado a lado duas trajetórias distintas. A renda de bilro vem de uma técnica transmitida entre gerações na Praia da Raposa. A cerâmica vitrificada de São Luís aparece como produção individual, assinada por um artesão.

Para Darly Menezes, presidente da Associação das Rendeiras da Praia da Raposa, a renda de bilro existia muito antes de ser encarada como atividade profissional. O artesanato fazia parte da rotina familiar e chegou até ela como herança passada entre gerações.

Darly cresceu acompanhando a avó e a mãe produzirem as rendas. Mais tarde, o contato com as mulheres da associação despertou ainda mais o interesse pela técnica. A partir daí, aprendeu a produzir as peças, desenvolveu novos trabalhos e passou a transmitir o conhecimento por meio de oficinas.

"Eu cresci vendo elas fazerem a renda de bilro. Minha avó fazia, minha mãe fazia, então eu sempre tive aquele contato com a renda. Quando eu comecei a acompanhar as mulheres da associação, aquilo despertou ainda mais o meu interesse. Foi quando eu aprendi a técnica, comecei a desenvolver minhas próprias peças e também passei a ensinar outras pessoas", conta.

O que a artesã diz sobre o reconhecimento

Na avaliação de Darly, estar entre os cem melhores trabalhos do Brasil mostra que um conhecimento tradicional continua tendo espaço e valor no presente.

"É uma sensação indescritível, é muito, muito orgulho. A gente sabe que a concorrência foi grande, que tinham muitos artesãos participando, e conseguir colocar a Associação das Rendeiras da Praia da Raposa entre os 100 melhores artesanatos do Brasil é uma felicidade muito grande. Isso também dá mais vontade de continuar, de melhorar e de permanecer no TOP 100", afirma.

A seleção não altera a técnica nem o modo de produção das peças. O que muda é o patamar de visibilidade: os dois trabalhos passam a integrar uma lista nacional que reúne os cem melhores do país na edição.

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