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Após perder cadela para leishmaniose, morador cria projeto de conscientização

ResumoO morador de Belo Horizonte, após perder a cadela Mel para leishmaniose visceral, criou um projeto de conscientização sobre a doença. A iniciativa informa tutores sobre prevenção, sintomas e tratamento, retribuindo o amor do animal.

Após perder a cadela Mel para leishmaniose visceral, um morador de Belo Horizonte criou um projeto de conscientização sobre a doença. A iniciativa busca informar tutores sobre prevenção, sintomas e tratamento, retribuindo o amor que o animal deu à família.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Após perder cadela para leishmaniose, morador cria projeto de conscientização

Após perder cadela para leishmaniose, morador cria projeto de conscientização: 'Retribuir o amor que ela deu para a gente'

A perda de um animal de estimação pode ser devastadora. Em Belo Horizonte, um morador transformou a dor em ação. Após perder a cadela Mel para leishmaniose visceral, ele criou um projeto de conscientização sobre a doença. A iniciativa busca informar tutores sobre prevenção, sintomas e tratamento, retribuindo o amor que o animal deu à família.

Como a leishmaniose afeta cães e famílias

A leishmaniose visceral canina é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode levar à morte do animal se não tratada a tempo. Os sintomas incluem perda de peso, lesões de pele, crescimento anormal das unhas e apatia.

Para o morador de BH, o diagnóstico de Mel veio tarde. "Ela começou a perder pelo e emagrecer, mas achamos que era idade", conta. O tratamento não foi suficiente, e a cadela morreu. A experiência motivou a criação do projeto.

O projeto de conscientização: como funciona

A iniciativa oferece palestras gratuitas em comunidades e escolas da região metropolitana de Belo Horizonte. Voluntários distribuem panfletos com informações sobre prevenção, como uso de coleiras repelentes e telas em janelas. Também orientam sobre a importância do exame sorológico anual.

"Quero retribuir o amor que ela deu para a gente", afirma o fundador. O projeto já alcançou mais de 500 pessoas em 2025, segundo dados da organização.

Prevenção: o que tutores devem saber

A prevenção da leishmaniose envolve medidas simples. O uso de coleiras repelentes à base de deltametrina é recomendado por veterinários. Também é importante manter o ambiente limpo, evitando acúmulo de matéria orgânica, onde o mosquito-palha se reproduz.

A vacina contra leishmaniose visceral canina está disponível em clínicas particulares. A Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária recomenda a vacinação de cães a partir de 4 meses de idade, com reforço anual.

Tratamento: o que mudou nos últimos anos

O tratamento da leishmaniose canina avançou. Desde 2016, o Ministério da Agricultura aprovou o uso do medicamento Milteforan, que controla a doença. No entanto, o tratamento é caro e exige acompanhamento veterinário.

Casos avançados, como o de Mel, podem não responder à terapia. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial. O projeto orienta tutores a buscar ajuda ao primeiro sinal de sintomas.

Saúde pública e leishmaniose em BH

Belo Horizonte registra casos de leishmaniose visceral canina todos os anos. A Secretaria Municipal de Saúde realiza ações de controle, como borrifação de inseticidas em áreas de risco. Em 2024, foram confirmados 120 casos em cães na capital mineira.

O projeto de conscientização complementa essas ações, levando informação a quem mais precisa. "Muita gente não sabe que a doença existe até perder o animal", lamenta o fundador.

Como apoiar a iniciativa

O projeto aceita doações de materiais educativos e voluntários. Interessados podem entrar em contato pelas redes sociais da organização. Também é possível contribuir com recursos para a impressão de panfletos.

"Cada pessoa informada é uma vida de cachorro salva", conclui o morador. A iniciativa mostra que o amor por um animal pode gerar mudanças reais na comunidade.

Perguntas Frequentes

O que é leishmaniose visceral canina?

É uma doença grave transmitida pela picada do mosquito-palha, que afeta órgãos internos do cão e pode levar à morte.

Quais são os sintomas da leishmaniose em cães?

Perda de peso, lesões de pele, crescimento anormal das unhas, apatia e febre.

Como prevenir a leishmaniose em cães?

Com coleiras repelentes, telas em janelas, vacinação e exames anuais.

A leishmaniose canina tem cura?

Não tem cura, mas o tratamento controla a doença. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso.

Onde buscar ajuda em Belo Horizonte?

Em clínicas veterinárias particulares ou no Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de BH.

Como o projeto ajuda na conscientização?

Oferece palestras gratuitas e materiais educativos sobre prevenção e tratamento da leishmaniose.

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