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Zona da Mata: 5 do Comando Vermelho condenados a 232 anos

ResumoZona da Mata mineira registrou condenação de cinco integrantes de organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. A Justiça aplicou penas somadas que ultrapassam 232 anos de prisão por tráfico de drogas e atuação do grupo em Tocantins. As sentenças foram proferidas em processo que apurou a atuação criminosa na região.

Cinco integrantes de organização criminosa ligada ao Comando Vermelho foram condenados pela Justiça por tráfico de drogas e atuação do grupo em Tocantins, na Zona da Mata mineira. Penas somadas ultrapassam 232 anos de prisão.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 03 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Zona da Mata: 5 do Comando Vermelho condenados a 232 anos

Cinco integrantes de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho foram condenados pela Justiça por crimes de tráfico de drogas e atuação do grupo em Tocantins, na Zona da Mata mineira. As penas somadas ultrapassam 232 anos de prisão, com início do cumprimento em regime fechado.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo tinha estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, e buscava manter o controle de áreas do município por meio de violência e intimidação. A investigação apontou que a organização seguia orientações de integrantes do Comando Vermelho presos no Rio de Janeiro.

As condenações foram por organização criminosa armada, tráfico de drogas e uso de imóvel para a prática do tráfico. As penas individuais variam de 31 anos e seis meses a 57 anos, quatro meses e 18 dias de prisão. A investigação reuniu informações de monitoramentos, relatórios de inteligência e apreensões de drogas e munições.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Visconde do Rio Branco, pela Promotoria de Justiça Criminal de Ubá e pela Polícia Militar. Na decisão, o juiz afirmou que a atuação do grupo provocava medo entre os moradores e estava relacionada a crimes violentos e disputas pelo controle territorial.

Os quatro condenados que já estavam presos continuarão detidos. A quinta ré, que cumpria prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, também permanecerá nessa condição.

A sentença reforça o padrão de resposta judicial a organizações que tentam dominar áreas urbanas do interior. O caso agora segue para eventuais recursos, com os réus mantidos nas condições atuais de custódia.

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