Vídeo registra tapa em policial em Barretos; mulher é presa
Uma mulher de 47 anos foi detida após agredir uma policial militar na Festa do Peão de Barretos. Horas depois, ela foi presa em flagrante por injúria racial, desacato e resistência. Entenda o caso.
Uma mulher de 47 anos foi presa em Barretos, no interior de São Paulo, após dar um tapa no rosto de uma policial militar durante a Festa do Peão, na noite de terça-feira (25). Horas depois de ser liberada na primeira ocorrência, ela voltou a ser abordada pela Polícia Militar e acabou presa em flagrante em um segundo episódio, na região central da cidade. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher teria proferido ofensas de caráter racial contra um policial, desacatado a equipe e resistido à abordagem.
O primeiro caso aconteceu dentro do Parque do Peão. A mulher se envolveu em uma discussão com uma funcionária de uma barraca de alimentação, que evoluiu para agressões físicas. Durante a intervenção, uma policial tentou separar as envolvidas e foi atingida por um tapa no rosto. A cena foi registrada em vídeo por uma pessoa que estava no local e circulou nas redes sociais.
Segundo o boletim, a discussão teria relação com um desentendimento anterior, no domingo (23). A mulher teria confundido uma funcionária com outra trabalhadora e arremessado o conteúdo de um copo contra a atendente. Após a agressão à policial, ela foi contida, levada ao posto policial do parque e depois à Central de Polícia Judiciária de Barretos, onde assinou um termo de compromisso e foi liberada.
Cerca de quatro horas depois, a PM foi acionada para uma ocorrência envolvendo a mesma mulher, agora em uma clínica veterinária na região central. Ela estaria tentando quebrar vidros e entrar no local. Na abordagem, teria ameaçado e ofendido a equipe, incluindo palavras relacionadas à raça ou cor, o que passou a ser apurado como injúria racial. Durante a contenção, a mulher teria avançado contra os policiais e desferido um chute que atingiu a região genital de um dos militares.
Na segunda ocorrência, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante, com indicação inicial de injúria racial, desacato e resistência. A responsabilização criminal dependerá da apuração e da análise do Poder Judiciário. Após audiência de custódia nesta quarta-feira (26), ela recebeu liberdade provisória com medidas cautelares: comparecimento periódico em juízo, atualização de endereço, proibição de contato com os policiais envolvidos e restrição de frequentar a clínica veterinária.
As duas ocorrências tiveram repercussão após a circulação do vídeo, que mostra apenas parte do primeiro episódio. A Polícia Civil dará continuidade às apurações para ouvir os envolvidos e analisar os registros. A definição das responsabilidades caberá às autoridades competentes.