Polícia flagra professor pichando muro após frase contra Lula em MT
Um professor de 58 anos foi abordado pela Polícia Militar após ser flagrado pichando o muro de uma casa abandonada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. O vídeo da abordagem foi publicado pelo sargento Dias nas redes sociais.
Um professor de 58 anos foi abordado pela Polícia Militar após ser flagrado pichando o muro de uma casa abandonada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. O vídeo da abordagem foi publicado nas redes sociais pelo sargento Dias, da PM, nessa quarta-feira (26). A cena ganhou repercussão rapidamente.
Segundo o homem, o muro já estava com a frase "Lula é Ladrão". Ele contou que acrescentou, logo abaixo, a frase "roubou meu coração". Ao ser questionado pelo militar, o professor respondeu que comprou uma lata de spray e decidiu escrever a frase após ver a mensagem que já estava no muro.
Durante a abordagem, o policial alerta que pichar ou danificar uma edificação é crime. De acordo com o artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais, pichar, sujar ou danificar edificação ou monumento urbano é crime e pode resultar em pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.
O caso ocorre em Várzea Grande, cidade que integra a região metropolitana de Cuiabá. A abordagem foi registrada em vídeo e compartilhada pelo próprio sargento Dias, o que ampliou o alcance da ocorrência nas redes sociais.
A situação levanta um ponto recorrente: a diferença entre manifestação de opinião e dano ao patrimônio. A lei brasileira trata a pichação como crime ambiental, independentemente do conteúdo escrito. A intenção do autor, nesse caso, não elimina a tipificação penal.
O professor, de 58 anos, não teve o nome divulgado. A Polícia Militar não informou se houve boletim de ocorrência ou encaminhamento à delegacia. O vídeo mostra apenas o diálogo entre o homem e o sargento, com o alerta sobre a ilegalidade da conduta.
A pena prevista, de três meses a um ano de detenção, é aplicada a quem picha, suja ou danifica edificação ou monumento urbano. A multa também está prevista na legislação. O caso segue como registro de ocorrência, sem desdobramentos divulgados até o momento.