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Irmãos Tate presos: vida por trás das barras em Miami

Os influenciadores digitais Andrew e Tristan Tate trocaram os jantares em restaurantes sofisticados de Bucareste por refeições na cantina do Centro de Detenção Federal de Miami. Detidos desde 18 de julho, os irmãos aguardam a decisão sobre o pedido de extradição do Reino Unido, onde enfrentam 59 acusações, incluindo estupro e tráfico humano.

Recibos da cantina divulgados pelo Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Sul da Flórida mostram que os irmãos compraram Doritos sabor pimenta doce, barras de Snickers, sopa de macarrão instantâneo, espetinhos de peru, queijo suíço, Twix e café colombiano. Tristan, de 38 anos, reclamou em um bilhete escrito à mão, publicado pelo advogado, que estava com fome.

A rotina atual contrasta com a imagem de riqueza que os irmãos cultivavam online. Em vídeos, Tristan aparecia comendo três bifes de 400 gramas em cinco minutos, cercado de espumante e condimentos. A defesa, porém, reconheceu em documento judicial que os carros esportivos Aston Martin de US$ 2,1 milhões (R$ 10,8 milhões) e Bugatti de US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) e US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) eram alugados, e que a dupla foi paga para promover um iate que apresentavam como próprio.

Andrew Tate, de 39 anos, e Tristan estão detidos na torre de concreto do FDC Miami, onde detentos relatam problemas de refrigeração e água. O Departamento Penitenciário Federal informou que consertou um resfriador de ar-condicionado defeituoso. Sem carros esportivos, os irmãos agora caminham das celas ao tribunal por uma passarela segura, acompanhados por policiais.

As acusações no Reino Unido envolvem sete vítimas. Andrew enfrenta 42 acusações, incluindo produção de imagens indecentes de crianças, e Tristan, 17. Os promotores britânicos têm até 16 de setembro para apresentar o pedido formal de extradição. O advogado Joe McBride classificou o caso como "politicamente motivado" e prometeu lutar contra a extradição. Na Romênia, a dupla também responde por tráfico humano e formação de organização criminosa. Ambos negam as acusações.

Geraldo Assunção
Repórter de Política Estadual
Repórter de BH, cobre política mineira da Assembleia ao interior com fontes antigas e ceticismo de veterano.
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