Um ano sem Damasceno: legado do mestre da cultura paraense
Nesta quarta-feira, 26 de agosto, completa 1 ano da morte de mestre Damasceno, símbolo da cultura marajoara. O artista faleceu no dia em que Belém celebrava o carimbó, ritmo que ajudou a eternizar.
Nesta quarta-feira, 26 de agosto, completa 1 ano do falecimento de mestre Damasceno, símbolo da resistência e da força cultural da Ilha do Marajó. O artista morreu no mesmo dia em que Belém celebrava o carimbó, ritmo que ele ajudou a eternizar. A data une luto e memória em todo o Pará.
Mestre Damasceno morreu aos 71 anos, após dias internado por pneumonia e insuficiência renal. Ele havia sido diagnosticado com câncer em estado de metástase no pulmão, fígado e rins. A notícia abalou a comunidade cultural paraense, que perdeu um de seus maiores expoentes.
O reconhecimento ao legado veio das autoridades. O Ministério da Cultura emitiu nota de pesar e o Governo do Pará decretou luto oficial. No velório e sepultamento, cortejos marcaram a despedida, com a presença do Búfalo-Bumbá, um dos símbolos culturais marajoaras fundado por ele.
O corpo de Damasceno Gregório dos Santos foi enterrado no cemitério São Pedro, em Salvaterra, cidade marajoara. Nesta quarta, familiares e amigos próximos prestam homenagens no local. Em dezembro de 2025, um documentário foi lançado destacando sua trajetória, mantendo viva a memória do mestre.
Para quem vive no Marajó, a ausência de Damasceno se sente na ponta da língua e no toque do tambor. O carimbó que ele ajudou a eternizar segue sendo a voz de uma cultura que resiste. A data serve para lembrar que o legado não se apaga: ele se renova a cada apresentação do Búfalo-Bumbá e a cada roda de carimbó nas cidades ribeirinhas.
O exemplo de Damasceno reforça o papel do artista como guardião da identidade regional. A tendência é que as homenagens se repitam nos próximos anos, mantendo viva a memória de quem dedicou a vida à cultura paraense. cultura paraense