# Trump escala crise para forçar nova negociação com iranianos, diz professor

> O professor Sandro Teixeira Moita, da Eceme, afirma que Donald Trump escala deliberadamente o conflito com o Irã para forçar uma nova negociação. A crise inclui ataques ao litoral iraniano e ameaças a rotas estratégicas de petróleo, visando pressionar os iranianos a cederem a exigências diplomáticas.

*Portal Notícias MG · Cidade · 24 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

Segundo o professor Sandro Teixeira Moita, da Eceme, Donald Trump está escalando deliberadamente o conflito com o Irã para pressionar os iranianos a negociar. A crise envolve ataques ao litoral iraniano e ameaças a rotas estratégicas de petróleo.

## Trump escala crise para forçar nova negociação com iranianos, diz professor

A crise entre Estados Unidos e Irã ganhou novos contornos com os recentes ataques americanos ao território iraniano e a ameaça de bloqueio de importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. Segundo Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), Donald Trump está deliberadamente escalando o conflito como forma de pressionar os iranianos a retornarem à mesa de negociações.

### O que está por trás da escalada de Trump?

O comando central dos Estados Unidos comunicou o encerramento do 13º dia de ataques ao Irã, ofensiva que atingiu pesadamente o litoral iraniano e regiões produtoras de petróleo do país. Para Moita, essa escalada é intencional. "Trump está escalando para criar uma crise e forçar os iranianos a negociar", afirmou o especialista.

### A resposta iraniana: a arma da geografia

Apesar do sucesso tático americano, os ataques não foram suficientes para eliminar, em nível estratégico, a capacidade iraniana de fechar o Estreito de Ormuz. Nesse cenário, o Irã teria lançado mão de outra carta geopolítica: o apoio aos Houthis do Iêmen para o bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb, ponto crucial para o transporte marítimo global.

Moita destacou que essa crise "estava contratada há algum tempo". Recentemente, um ataque ao aeroporto de Sanaa chamou atenção por suas circunstâncias incomuns. Agências internacionais de notícias divulgaram que havia no local uma delegação da Guarda Revolucionária iraniana, composta por algo entre 10 e 25 oficiais, entre técnicos e militares de alta patente, que teriam levado componentes e planos aos Houthis para viabilizar o bloqueio.

### Quem está em vantagem?

Para o especialista, a estratégia iraniana consiste em utilizar a "arma da geografia", pressionando o fornecimento de energia para gerar um choque na economia global e impor custos aos americanos. "Os americanos estão correndo contra o tempo, tentando utilizar uma maneira de coagir o Irã", explicou Moita.

O analista alerta, porém, que ambos os lados acreditam estar em posição de vantagem, o que ele chamou de upper hand, o que torna as perspectivas de negociação pouco favoráveis no momento atual. Segundo Moita, o Irã se sente em posição de força justamente por deter a carta dos estreitos, enquanto os americanos apostam na pressão militar para dobrar a resistência iraniana.

### Perguntas Frequentes

#### Por que Trump está escalando a crise com o Irã?

Segundo o professor Sandro Teixeira Moita, Trump está deliberadamente escalando o conflito para forçar os iranianos a retornarem à mesa de negociações.

#### Qual é a estratégia iraniana na crise?

O Irã utiliza a "arma da geografia", apoiando os Houthis para bloquear o Estreito de Bab el-Mandeb e pressionando o fornecimento global de energia.

#### Os ataques americanos eliminaram a ameaça iraniana?

Não. Apesar do sucesso tático, os ataques não foram suficientes para eliminar a capacidade iraniana de fechar o Estreito de Ormuz.

#### Quem está em vantagem na crise atual?

Ambos os lados acreditam estar em posição de vantagem, o que torna as perspectivas de negociação pouco favoráveis no momento.

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