Trump alega que 278 mil não-cidadãos dos EUA estão registrados para votar
Donald Trump afirmou que 278 mil não-cidadãos estão registrados para votar nos EUA. A declaração gerou debate sobre segurança eleitoral. Veja o que dizem os dados oficiais.
Donald Trump afirmou que 278 mil não-cidadãos dos EUA estão registrados para votar, em declaração feita durante discurso recente. A alegação reacendeu o debate sobre segurança eleitoral, mas dados oficiais apontam que o registro irregular de não-cidadãos é um fenômeno marginal, punido por lei federal.
Segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA, o registro de não-cidadãos é raro: em 2020, apenas 0,0001% dos votos foram suspeitos de irregularidade dessa natureza. A lei federal prevê multas e prisão para quem se registra ilegalmente.
A afirmação de Trump não cita fontes oficiais para o número de 278 mil. O governo Biden, por meio do Departamento de Justiça, afirmou que não há evidências de fraude eleitoral em larga escala. Em 2020, o então procurador-geral William Barr também disse que não havia indícios de fraude generalizada.
Como funciona o registro eleitoral nos EUA
O registro eleitoral nos Estados Unidos é de responsabilidade dos estados, mas segue regras federais. Para votar, é necessário ser cidadão americano, ter pelo menos 18 anos e residir no estado onde se registra. O formulário de registro federal exige declaração de cidadania sob pena de perjúrio.
O que dizem os dados oficiais sobre não-cidadãos votando
O Government Accountability Office (GAO) dos EUA publicou relatório em 2020 indicando que a votação por não-cidadãos é "extremamente rara". O estudo analisou eleições de 2014 e 2016 e encontrou menos de 30 casos suspeitos em milhões de votos.
A alegação de Trump tem base factual?
A alegação de 278 mil não-cidadãos registrados não foi corroborada por nenhuma fonte oficial. O número parece ter origem em estimativas não verificadas de grupos conservadores. O Brennan Center for Justice, organização apartidária, já rebateu alegações semelhantes, chamando-as de "mito" segurança eleitoral nos EUA.
Impacto na confiança eleitoral
Especialistas alertam que alegações infundadas sobre fraude eleitoral corroem a confiança no processo democrático. Em 2020, pesquisas do Pew Research Center mostraram que 70% dos republicanos duvidavam da integridade da eleição, contra 30% dos democratas. A polarização dificulta a adoção de medidas objetivas de segurança.
O que os estados estão fazendo para garantir a segurança
Vários estados implementaram medidas para evitar o registro de não-cidadãos: verificação de cidadania via banco de dados do DMV, cruzamento com listas de imigração e penalidades criminais. Em 2022, a Geórgia aprovou lei que exige comprovante de cidadania para votar por correio.
Perguntas Frequentes
Trump apresentou provas da alegação?
Não. A declaração foi feita sem apresentação de documentos ou fontes oficiais.
Existe algum caso de não-cidadão condenado por votar?
Sim, mas são casos isolados. Em 2020, uma cidadã francesa foi condenada na Carolina do Norte por votar ilegalmente, mas o caso não indica fraude generalizada.
O que a lei americana diz sobre não-cidadãos votarem?
A lei federal proíbe não-cidadãos de votar em eleições federais. A pena pode chegar a 5 anos de prisão e multa de até US$ 10 mil.
Como saber se um eleitor é cidadão?
O registro eleitoral exige declaração de cidadania. Estados podem verificar a cidadania por meio de bancos de dados de órgãos como o DMV e o USCIS.
A alegação de Trump pode afetar as eleições de 2024?
A repetição de alegações infundadas pode aumentar a desconfiança e reduzir a participação eleitoral, especialmente entre eleitores republicanos.