# Tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres, diz vítima de diácono denunciado por assédio na Paraíba

> O diácono denunciado por assédio sexual na Paraíba tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres, segundo relato da vítima. A Polícia Civil investiga o caso. A mulher, que preferiu não se identificar, detalhou à reportagem os constrangimentos sofridos durante os episódios de assédio.

*Portal Notícias MG · Cidade · 16 de julho de 2026 · Inácio Bicalho*

Uma mulher denunciou um diácono da Paraíba por assédio sexual e revelou que ele "tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres". O caso é investigado pela Polícia Civil. A vítima, que prefere não se identificar, contou à reportagem os detalhes do constrangimento que sofreu duran

## Denúncia de assédio: vítima relata fixação de diácono por sexo

Uma mulher de 34 anos, moradora do interior da Paraíba, denunciou um diácono da Igreja Católica por assédio sexual. Ela afirma que o religioso "tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres" e que os episódios ocorreram durante meses, sempre em contexto de encontros da comunidade. O caso é investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

Segundo a vítima, que pede para não ser identificada, o diácono a abordava após missas e reuniões de grupo de oração. "Ele sempre encontrava um jeito de puxar assunto sobre sexo, perguntava da minha vida íntima, fazia comentários sobre meu corpo", disse ela à reportagem. "Eu ficava sem graça, mas achava que era coisa da minha cabeça. Depois vi que não era só comigo."

### O que diz a denúncia

A vítima registrou boletim de ocorrência na delegacia da mulher de Campina Grande. O documento, a que a reportagem teve acesso, relata que o diácono teria feito perguntas de cunho sexual, comentários inapropriados e tentativas de toque sem consentimento. A delegada responsável pelo caso, que não teve o nome divulgado, afirmou que as investigações estão em andamento e que outras mulheres já foram ouvidas.

A vítima conta que o medo de não ser acreditada a impediu de denunciar antes. "Pensei: quem vai acreditar em mim contra um diácono? Ele é uma pessoa respeitada na comunidade. Mas eu não aguentava mais", desabafa. Ela decidiu falar depois que outra mulher, de outra paróquia, a procurou com uma história semelhante.

## A fixação por falar sobre sexo

A expressão "tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres" foi usada pela vítima em depoimento à polícia. Ela detalha que o diácono iniciava conversas sobre relacionamentos, perguntava sobre a vida sexual e fazia piadas de duplo sentido. "Uma vez ele me perguntou se eu já tinha feito sexo a três. Eu fiquei em choque. Saí de perto e nunca mais voltei sozinha", relata.

A vítima afirma que o religioso também enviava mensagens de texto com conteúdo sexual. "Ele me mandava versículos bíblicos, mas no meio colocava alguma coisa sobre sexo. Era nojento", diz. As mensagens foram preservadas e anexadas ao inquérito policial.

### O contexto religioso

O assédio ocorria em ambiente de igreja, onde a vítima participava de grupos de jovens e encontros de formação. "A igreja sempre foi um lugar seguro para mim. Ele quebrou isso", afirma. A Diocese local foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

Especialistas em violência contra a mulher ouvidos pela reportagem destacam que o assédio em contexto religioso é subnotificado. "Muitas mulheres têm medo de denunciar figuras de autoridade dentro da igreja por receio de represálias ou de não serem levadas a sério", explica a psicóloga e pesquisadora em gênero, Maria Auxiliadora Santos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

## O que a vítima espera

A vítima diz que espera que o caso sirva de exemplo para que outras mulheres denunciem. "Não quero que ele faça isso com mais ninguém. Se eu puder evitar que outra mulher passe pelo que passei, já valeu a pena", afirma. Ela também cobra um posicionamento da igreja. "A igreja precisa acolher as vítimas, não silenciar."

A Polícia Civil informou que o inquérito tramita em sigilo e que novas testemunhas serão ouvidas nas próximas semanas. O diácono, que não foi localizado pela reportagem, pode responder por assédio sexual, crime previsto no artigo 216-A do Código Penal, com pena de 1 a 2 anos de reclusão.

## Perguntas Frequentes

### O que é assédio sexual?

Assédio sexual é constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função (artigo 216-A do Código Penal).

### Como denunciar assédio sexual?

A vítima pode registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia, preferencialmente na Delegacia da Mulher. A denúncia também pode ser feita pelo Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo aplicativo "Direitos Humanos Brasil".

### O que a igreja pode fazer nesses casos?

A igreja pode afastar o religioso das atividades e abrir um processo canônico. A vítima também pode procurar a Ouvidoria da diocese local para formalizar a denúncia junto à instituição.

### Quais as consequências legais para o assediador?

A pena para assédio sexual é de 1 a 2 anos de reclusão, podendo ser aumentada se o crime for praticado contra menor de 18 anos ou se o agente se prevalecer de cargo público ou religioso.

---

Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/tinha-fixacao-falar-sobre-sexo-mulheres-diz-vitima-diacono-denunciado-por-assedi/
