Temporada testa limite ambiental em SP com mudanças climáticas
A alta temporada na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, coloca à prova estruturas feitas para receber menos gente, em um verão marcado por ondas de calor, chuvas intensas e ressacas. O aumento de turistas movimenta hotéis, restaurantes e comércio, mas também expõe limites ambientais diante das mudanças climáticas.
No início de 2026, cidades da região enfrentaram problemas no abastecimento de água. A combinação de estiagem, aumento de moradores durante o Réveillon e temporais afetou as estruturas de captação e tratamento. Famílias que dependem da torneira em casa sentiram na rotina o efeito de um sistema pensado para outra realidade.
Meses depois, em julho e agosto, rajadas de vento superiores a 100 km/h interromperam temporariamente as operações no Porto de Santos e as travessias de balsas, provocando ocorrências em diferentes municípios. O pesquisador e professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, afirma que a relação entre turismo e clima precisa ser observada nos dois sentidos.
Para quem mora na região, a mensagem é de atenção: o verão de 2026 chega com a memória recente de falta d'água e ventos fortes. A orientação é acompanhar os avisos das defesas civis municipais e planejar o consumo de água com consciência, especialmente nos períodos de maior movimento. A informação de saúde e infraestrutura, nesse contexto, precisa ser checada antes de circular.
A alta temporada segue sendo um motor para a economia local, mas também um teste para a capacidade de adaptação às mudanças climáticas. O equilíbrio entre receber bem e cuidar do território é o desafio que fica para moradores, veranistas e poder público.