'Tempo e muita paciência', diz jovem que perdeu movimentos das pernas após galho em Curitiba e iniciou tratamento com polilaminina
Uma jovem de 24 anos perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho em Curitiba. Ela iniciou tratamento com polilaminina e, com reabilitação intensa, afirma: 'Tempo e muita paciência'. O caso comoveu a cidade.
'Tempo e muita paciência', diz jovem que perdeu movimentos das pernas após ser atingida por galho em Curitiba e iniciar tratamento com polilaminina
Uma jovem de 24 anos perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho em Curitiba. Ela iniciou tratamento com polilaminina e, com reabilitação intensa, afirma: 'Tempo e muita paciência'. O caso comoveu a cidade e trouxe esperança a quem enfrenta lesões na coluna.
Uma jovem de 24 anos perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho em Curitiba. Ela iniciou tratamento com polilaminina, substância que estimula regeneração nervosa. Com sessões de fisioterapia e terapia ocupacional, ela relata melhora gradual: 'Tempo e muita paciência'.
O acidente que mudou tudo
No fim da tarde de 12 de março, na Rua Marechal Deodoro, centro de Curitiba, um galho de árvore caiu sobre Letícia Almeida, 24 anos, enquanto ela caminhava para o trabalho. O impacto fraturou sua coluna na altura da vértebra T12. "Foi um estalo seco", conta Letícia. "Senti uma dormência e, quando me dei conta, não mexia mais as pernas." Ela foi levada às pressas ao Hospital do Trabalhador, onde passou por cirurgia para descompressão da medula. A equipe médica informou à família que o prognóstico era reservado: havia lesão medular completa, com poucas chances de recuperação dos movimentos.
A descoberta da polilaminina
Durante a internação, a família soube de um tratamento experimental com polilaminina, uma molécula que estimula a regeneração de neurônios e a formação de novas conexões nervosas. O médico neurocirurgião Dr. Carlos Menezes, do Hospital das Clínicas da UFPR, explica que a polilaminina é uma proteína da matriz extracelular que "funciona como um andaime para o crescimento de axônios". "Ela não faz milagre, mas cria um ambiente mais favorável para a recuperação", afirma. Letícia iniciou o tratamento 15 dias após o acidente, com aplicações diretas na medula durante uma segunda cirurgia. O protocolo, ainda em fase de estudos, já foi testado em 12 pacientes no Brasil, com resultados variados.
'Tempo e muita paciência'
Três meses depois, Letícia sente os pés formigarem e consegue mover os dedos. "Cada movimento é uma vitória", diz ela, que faz fisioterapia três vezes por semana e terapia ocupacional duas vezes. "Os médicos disseram que não ia andar, mas eu não desisto. É tempo e muita paciência." A mãe, dona Maria, 52, acompanha a filha em todas as sessões. "Ela é guerreira. A polilaminina deu uma esperança que a gente não tinha." O tratamento não é coberto pelo SUS, e a família arca com os custos, que somam cerca de R$ 8 mil por mês entre medicamentos e terapias.
Como funciona a polilaminina?
A polilaminina age como um sinalizador químico que orienta o crescimento de neurônios danificados. Estudos em animais mostram que ela pode restaurar até 30% da função motora após lesões medulares. Em humanos, os resultados são mais modestos, mas promissores. "Não é uma cura, mas um complemento importante", diz o Dr. Menezes. A substância é aplicada diretamente no local da lesão e, combinada com fisioterapia intensiva, pode estimular a regeneração. No caso de Letícia, a equipe observa melhora na sensibilidade e no controle muscular.
Reabilitação: o papel da fisioterapia
A fisioterapia é essencial para quem sofre lesão medular. Letícia faz exercícios de fortalecimento muscular, alongamento e treino de equilíbrio. "A polilaminina abre caminho, mas é a fisioterapia que constrói a ponte", compara a fisioterapeuta Ana Paula, do Centro de Reabilitação de Curitiba. As sessões incluem eletroestimulação para ativar músculos paralisados e treino de marcha com suporte. "Ela já consegue ficar em pé com ajuda", comemora Ana Paula. O progresso é lento, mas consistente.
O que esperar da recuperação?
A recuperação de lesões medulares é imprevisível. No Brasil, cerca de 10 mil pessoas sofrem lesões na coluna por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Destas, 40% recuperam parte dos movimentos com tratamento adequado. No caso de Letícia, os médicos evitam dar prazos. "Cada caso é único. O que importa é o esforço do paciente", diz o Dr. Menezes. A jovem já retomou os estudos a distância e planeja voltar ao trabalho em home office. "Não vou deixar isso me parar", afirma.
Perguntas Frequentes
O que é polilaminina?
Polilaminina é uma proteína que estimula a regeneração de neurônios, usada em tratamentos experimentais para lesões medulares.
Como a polilaminina é aplicada?
Ela é injetada diretamente no local da lesão durante uma cirurgia, combinada com reabilitação.
A polilaminina tem efeitos colaterais?
Estudos indicam baixo risco de rejeição, mas podem ocorrer infecções no local da aplicação.
Quanto tempo leva para ver resultados?
Os primeiros sinais de melhora aparecem em 2 a 6 meses, dependendo da gravidade da lesão.
O tratamento com polilaminina é acessível no SUS?
Não. O tratamento ainda é experimental e não está disponível na rede pública.
Onde buscar ajuda para lesão medular em Curitiba?
O Hospital do Trabalhador e o Hospital das Clínicas da UFPR oferecem atendimento especializado.
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