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Soldado brasileiro descreve caos na linha de frente na Ucrânia: "Mad Max"

ResumoO soldado brasileiro na linha de frente da guerra na Ucrânia descreveu o cenário de combate como semelhante ao filme "Mad Max". O militar relatou à CNN Brasil ataques constantes de drones, táticas russas de assalto em massa e a rotina de sobrevivência em tocas sob intensa pressão.

Um soldado brasileiro que atua na linha de frente da guerra na Ucrânia descreveu à CNN Brasil o caos como cenas do filme "Mad Max". Ele relata ataques constantes de drones, táticas russas de assalto em massa e a vida em tocas sob pressão.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 24 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Soldado brasileiro descreve caos na linha de frente na Ucrânia: "Mad Max"

Soldado brasileiro descreve caos na linha de frente na Ucrânia: "Mad Max"

Um soldado brasileiro que luta na Ucrânia comparou o cenário de guerra ao filme "Mad Max". Em entrevista à CNN Brasil, o militar, que pediu para ser identificado apenas como Soldado C, descreveu um ambiente de caos e confusão, onde a vida dos combatentes se resume a resistir sob pressão constante de drones e artilharia.

O que é o "moedor de carne" russo?

Segundo Soldado C, a estratégia russa é conhecida como "moedor de carne". Os russos avançam em grande quantidade, a pé, de quadriciclo ou moto, tentando tomar posições a qualquer custo. "Eles vêm em grande quantidade e aí a Ucrânia também reage. Aumenta a quantidade de drones, a quantidade de morteiros, de explosões. Muitos russos morrem nesse processo, mas eles mantêm a operação. Eles avançam. Eles não param", afirmou.

Como é viver na "kill zone"?

O militar explica que o teatro de operações é dividido em linhas, mas na prática tudo é confuso. A chamada "gray zone" e a linha zero são áreas contestadas, onde o risco é constante. "Você precisa estar atento o tempo todo, porque a ameaça de drone é constante", disse. Qualquer deslocamento se torna uma operação de alto risco: "Você anda oito, dez quilômetros e demora muito. Escutou um drone, você congela. Não pode se mexer."

A vida em tocas e o ressuprimento por drone

Diferentemente do início da guerra, os grandes sistemas de trincheiras praticamente desapareceram. No lugar, há posições isoladas, como tocas. "O soldado vive dentro de um buraco. Ele come ali, dorme ali e quase não sai", relatou Soldado C. O reabastecimento é feito por drone, e os soldados podem ficar meses nessas posições, dependendo do clima para extração.

Quem é o Soldado C?

Soldado C tem 30 anos e já serviu no Exército Brasileiro e na Legião Estrangeira, unidade de elite do exército francês. Ele está na Ucrânia há pouco mais de um ano e decidiu se alistar por dois motivos: não concordar com a invasão russa e por ser essa a sua profissão.

Os heróis improvisados

A pressão constante recai sobre soldados sem experiência militar prévia. "Quem está segurando a posição muitas vezes não é um super soldado. É um cara normal, recrutado na rua, que não teve escolha e precisa lutar pelo seu país", afirmou o militar, que considera esses recrutas os verdadeiros heróis da guerra.

Perguntas Frequentes

O que é o "moedor de carne" na guerra da Ucrânia?

É uma estratégia russa de enviar soldados em grande quantidade para tomar posições, mesmo com muitas baixas, descrita pelo Soldado C como uma tática quase suicida.

Como os drones afetam a linha de frente?

Os russos mantêm drones no ar o tempo todo, de vigilância e ofensivos, dificultando qualquer deslocamento e obrigando soldados a viver em tocas.

Quem é o soldado brasileiro que luta na Ucrânia?

Identificado como Soldado C, tem 30 anos, serviu no Exército Brasileiro e na Legião Estrangeira, e está na Ucrânia há mais de um ano.

Como é a vida dos soldados na linha de frente?

Eles vivem em tocas, comem e dormem ali, e só saem em situações extremas, pois o ressuprimento é feito por drones e a vigilância é constante.

Por que o soldado brasileiro foi para a Ucrânia?

Por não concordar com a invasão russa e por ser essa a sua profissão, afirmou à CNN Brasil.

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