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Apagões em Cuba: a rotina de Gustavo entre cortes de luz e água

ResumoGustavo, jovem de 25 anos que trabalha em uma galeria de arte em Havana, enfrenta apagões diários de até 16 horas, falta de transporte público e semanas sem água. A crise energética cubana, a pior das últimas décadas, interrompe quase todas as atividades cotidianas do trabalhador. A rotina de Gustavo ilustra o impacto direto dos cortes de luz e água na vida urbana de Cuba.

Gustavo, 25 anos, trabalha em uma galeria de arte em Havana e enfrenta apagões de até 16 horas por dia, falta de transporte público e semanas sem água. A crise energética cubana, a pior das últimas décadas, afeta quase todas as suas atividades diárias.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 06 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Apagões em Cuba: a rotina de Gustavo entre cortes de luz e água

Gustavo, de 25 anos, trabalha em uma galeria de arte em Havana e mantém uma rotina que poderia ser típica de qualquer jovem profissional: academia pela manhã, visitas a exposições nos fins de semana e textos sobre arte para uma revista. Mas a crise energética que Cuba enfrenta, a pior das últimas décadas, mudou o ritmo dessa vida.

Segundo relato publicado pela BBC e repercutido pelo G1, os apagões se estendem por cerca de 16 horas por dia. A falta de energia provocou um efeito dominó que atinge quase todas as atividades cotidianas. Além dos cortes de luz, há a escassez de transporte público, o que leva Gustavo a planejar cada saída de casa. Se não houver ônibus, ele pode precisar de um táxi que custaria até um terço do seu salário mensal.

A água também falta com frequência. Gustavo relata que sua casa fica semanas inteiras sem abastecimento. Nas noites longas, ele costuma se sentar na sacada de casa com uma lanterna, para ler ou escrever no computador, enquanto espera a luz voltar.

A situação não é isolada: a crise energética afeta a rotina de milhares de famílias em Havana e em outras cidades cubanas. Para quem depende do transporte coletivo, a incerteza é diária. Para quem precisa de água encanada, a espera pode durar dias.

Especialistas apontam que a combinação de falta de investimento, manutenção precária e dependência de combustíveis importados agrava o quadro, mas o relato de Gustavo mostra o impacto humano por trás dos números: uma geração que aprendeu a reorganizar a vida em torno dos horários de corte.

Enquanto a situação não se resolve, a orientação prática para quem vive em áreas afetadas é manter estoques de água potável, carregar lanternas e baterias reservas e, sempre que possível, combinar caronas ou horários de transporte com vizinhos e colegas de trabalho. A informação sobre os horários de corte costuma ser divulgada pelas autoridades locais, mas a previsão nem sempre se confirma.

Para quem acompanha de fora, a crise cubana serve de alerta sobre a fragilidade de sistemas energéticos centralizados. Mas, para Gustavo, a rotina segue: cada manhã começa com a pergunta sobre se haverá luz, água e transporte para chegar ao trabalho. crise energética na América Latina como funciona o racionamento de energia

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