# Seis policiais são denunciados por mortes em operação na Bahia: o que se sabe

> O Ministério Público da Bahia denunciou seis policiais militares por homicídio qualificado após operação no interior do estado. As mortes ocorreram em maio de 2026, com denúncia protocolada em julho. O caso reacende o debate sobre letalidade policial e transparência nas investigações.

*Portal Notícias MG · Cidade · 17 de julho de 2026 · Inácio Bicalho*

O Ministério Público da Bahia denunciou seis policiais militares por homicídio qualificado após operação no interior do estado. As mortes ocorreram em maio de 2026, e a denúncia foi protocolada em julho. O caso reacende o debate sobre letalidade policial e transparência nas inves

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou seis policiais militares por homicídio qualificado após uma operação que deixou três mortos em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, em maio de 2026. A denúncia, protocolada em 12 de julho, aponta indícios de execução sumária e uso excessivo de força. Os policiais, que integram a Rondas Especiais (Rondesp), responderão em liberdade, e a Justiça Militar também acompanha o caso.

Segundo o MP-BA, a operação ocorreu no dia 15 de maio no bairro do Saramandaia. As vítimas, dois homens de 24 e 31 anos e um adolescente de 17, foram mortas a tiros dentro de uma residência. A denúncia, baseada em laudos periciais e depoimentos de testemunhas, afirma que não houve confronto armado e que as vítimas foram executadas (MP-BA, Denúncia, 12 jul. 2026).

Os policiais denunciados são: o capitão André Luís dos Santos, os sargentos Carlos Eduardo de Jesus e Paulo Henrique Oliveira, e os soldados Rafael Souza, Marcos Vinícius Alves e Thiago Santos. Eles foram indiciados por homicídio qualificado, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas e crime cometido contra adolescente. A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão.

O caso gerou forte reação em Candeias. Moradores do Saramandaia organizaram protestos e cobram a prisão dos policiais. "A gente viu eles entrarem atirando, sem dar chance. Meu vizinho tentou se esconder, mas não adiantou", relatou Maria do Carmo, 52 anos, que mora em frente à casa onde ocorreu a operação. A comunidade reclama de abusos frequentes da Rondesp na região.

A Polícia Militar da Bahia, em nota, disse que instaurou inquérito policial militar para apurar os fatos e que os policiais foram afastados das ruas. A corporação afirma que "repudia qualquer desvio de conduta" e que colabora com as investigações. A Corregedoria da PM também investiga.

O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos seis policiais, mas a Justiça baiana negou, argumentando que eles não oferecem risco à investigação. A decisão gerou críticas de entidades de direitos humanos, como o Centro de Estudos e Ação Social (Ceas), que classificou a medida como "um sinal de impunidade".

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o caso é emblemático para o debate sobre letalidade policial na Bahia. "O estado tem uma das maiores taxas de morte decorrente de intervenção policial do país. Essa denúncia pode ser um divisor de águas se a Justiça avançar", afirmou o sociólogo e pesquisador da UFBA, João Paulo dos Santos.

A Defensoria Pública da Bahia acompanha o caso e representa as famílias das vítimas. O defensor público Lucas Andrade disse que "a denúncia é um passo importante, mas a Justiça precisa garantir que os responsáveis sejam punidos, para que não haja mais vidas perdidas em operações abusivas".

O julgamento ainda não tem data prevista. O processo corre em segredo de justiça na 2ª Vara Criminal de Candeias. A expectativa é que a instrução comece em até seis meses, com oitiva de testemunhas e perícias complementares.

## Perguntas Frequentes

### Por que os policiais foram denunciados?

O MP-BA entendeu que as mortes não ocorreram em confronto, mas sim por execução sumária, com indícios de homicídio qualificado.

### Quantos policiais foram denunciados?

Seis policiais militares da Rondesp, entre eles um capitão, dois sargentos e três soldados.

### O que acontece agora com os policiais?

Eles respondem ao processo em liberdade, mas foram afastados das ruas pela PM. A Justiça Militar também investiga.

### Qual a pena prevista para homicídio qualificado?

A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão, conforme o Código Penal Brasileiro.

### Como a comunidade reagiu?

Moradores de Candeias protestaram e cobram a prisão dos policiais. Entidades de direitos humanos acompanham o caso.

### Onde o processo corre?

Na 2ª Vara Criminal de Candeias, em sigilo de justiça.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/seis-policiais-sao-denunciados-por-mortes-operacao-bahia/
