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Seguidor de influencer perde R$ 170 mil em operação contra jogos ilegais no CE

ResumoA Polícia Civil do Ceará deflagrou operação contra jogos ilegais com influenciador digital como alvo. Um seguidor perdeu R$ 170 mil em apostas. O caso expõe riscos de golpes online e a necessidade de cautela com promessas de lucro fácil em plataformas não regulamentadas.

A Polícia Civil do Ceará deflagrou operação contra jogos ilegais com influenciador digital como alvo. Um seguidor perdeu R$ 170 mil em apostas. Entenda o caso e os riscos de golpes online.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Seguidor de influencer perde R$ 170 mil em operação contra jogos ilegais no CE

Seguidor de influencer alvo de operação contra jogos ilegais no Ceará perdeu R$ 170 mil em aposta

Um seguidor de um influenciador digital investigado no Ceará perdeu R$ 170 mil em apostas em plataformas de jogos ilegais, segundo a Polícia Civil. A operação, deflagrada em Fortaleza, mira o influenciador suspeito de aliciar seguidores para sites não autorizados. A Polícia Civil do Ceará cumpre mandados de busca e apreensão na residência do suspeito e em outros endereços ligados ao esquema.

A vítima, que não teve a identidade revelada, relatou ter feito os depósitos voluntariamente, atraída por promessas de lucro fácil divulgadas pelo influenciador. O caso expõe os riscos de apostas em sites sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Como funcionava o esquema de jogos ilegais

De acordo com as investigações, o influenciador usava suas redes sociais para divulgar plataformas de jogos de azar não regulamentadas. Ele oferecia bônus e prometia retornos financeiros rápidos para novos cadastros. A polícia identificou que o influenciador recebia comissão pelos depósitos feitos por seguidores.

As plataformas, hospedadas em servidores no exterior, operavam sem a devida autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas. A ausência de regulação impede o consumidor de recorrer a órgãos de defesa em caso de prejuízo.

O papel do influenciador na captação de vítimas

O influenciador, com milhares de seguidores, publicava stories exibindo supostos ganhos. A estratégia criava a ilusão de que qualquer pessoa poderia obter lucro fácil. A Polícia Civil do Ceará aponta que a prática configura estelionato e associação criminosa.

A vítima que perdeu R$ 170 mil fez os primeiros depósitos em março deste ano. Em menos de dois meses, o valor total perdido chegou a R$ 170 mil. A polícia estima que dezenas de outras pessoas tenham sofrido perdas semelhantes.

Riscos de apostas em sites não autorizados

Apostar em plataformas não autorizadas expõe o consumidor a riscos como:

  • Perda total do dinheiro depositado, sem chance de reembolso
  • Roubo de dados pessoais e bancários
  • Ausência de garantia de pagamento de prêmios
  • Impossibilidade de acionar órgãos de defesa do consumidor

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda mantém uma lista de sites autorizados a operar no Brasil. Antes de fazer qualquer aposta, o consumidor deve consultar essa lista.

O que diz a lei sobre jogos de azar no Brasil

A legislação brasileira proíbe jogos de azar, como cassinos e bingos, desde 1946 (Decreto-Lei nº 3.688/1941, Lei de Contravenções Penais). As apostas esportivas e jogos online foram regulamentados em 2023, mas apenas empresas com autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas podem operar legalmente.

A operação no Ceará se baseia no artigo 171 do Código Penal (estelionato) e no artigo 288 (associação criminosa). As penas somadas podem chegar a oito anos de prisão.

Como se proteger de golpes com influenciadores

Para evitar cair em esquemas semelhantes, especialistas recomendam:

  1. Verificar se a plataforma de apostas está na lista de sites autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas
  2. Desconfiar de promessas de lucro fácil e rápido
  3. Não compartilhar dados bancários com influenciadores ou plataformas suspeitas
  4. Registrar boletim de ocorrência em caso de prejuízo

A Polícia Civil do Ceará orienta que vítimas de golpes semelhantes procurem a delegacia mais próxima ou registrem ocorrência online.

Contexto social e série histórica de crimes cibernéticos

O caso não é isolado. Dados da Polícia Civil do Ceará indicam aumento de 30% nos registros de estelionato virtual nos primeiros cinco meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. A popularização das apostas online e a atuação de influenciadores como captadores de vítimas contribuem para o crescimento.

A Secretaria da Segurança Pública do Ceará tem promovido campanhas de conscientização sobre golpes digitais. A pasta recomenda que o consumidor nunca faça depósitos em sites de apostas não verificados.

Medidas de política pública em discussão

O caso reacende o debate sobre a regulação das apostas online e a responsabilização de influenciadores. A Secretaria de Prêmios e Apostas estuda ampliar a fiscalização sobre plataformas não autorizadas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública discute a criação de um cadastro nacional de sites proibidos.

A Polícia Civil do Ceará deflagrou a operação como parte de uma força-tarefa nacional contra crimes cibernéticos. A expectativa é que novas fases da operação ocorram nas próximas semanas.

Perguntas Frequentes

Como saber se um site de apostas é autorizado?

Consulte a lista de sites autorizados no site da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

O que fazer se perdi dinheiro em aposta ilegal?

Registre boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pelo site da Polícia Civil do Ceará. Guarde comprovantes de depósito e prints das conversas.

Influenciador pode ser preso por divulgar jogo ilegal?

Sim. A prática configura estelionato e associação criminosa, com penas que podem chegar a oito anos de prisão.

Como denunciar um influenciador suspeito?

Denuncie pelo Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública do Ceará (181) ou pelo site da Polícia Civil.

Quais os riscos de apostar em site não autorizado?

Perda total do dinheiro, roubo de dados e impossibilidade de reembolso ou acionamento de órgãos de defesa.

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