CapaCidade
Cidade

Sargento suspeito de matar capitã da PM passa por audiência de custódia

ResumoO sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, passa por audiência de custódia em Belo Horizonte nesta quarta-feira (22) por suspeita de matar a capitã Michele Leão Azevedo. A Justiça decidirá se a prisão em flagrante será convertida em preventiva.

O sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, passa por audiência de custódia nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte, suspeito de matar a capitã Michele Leão Azevedo. A Justiça decidirá se a prisão em flagrante será convertida em preventiva.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 22 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Sargento suspeito de matar capitã da PM passa por audiência de custódia

O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, passa por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (22), em Belo Horizonte. Preso em flagrante por suspeita de matar a capitã da PM Michele Leão Azevedo, ele será apresentado à Justiça, que decidirá se a prisão será convertida em preventiva ou se o militar poderá responder ao processo em liberdade, com ou sem medidas cautelares.

O velório da capitã acontece das 9h às 15h, na Funerária São Cristóvão, no bairro Nova Gameleira. O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério da Paz.

O que diz a investigação

A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada na noite de segunda-feira (20), depois que Michele Leão Azevedo deu entrada no Hospital Odilon Behrens sem sinais vitais. Conforme o boletim de ocorrência, a equipe médica concluiu que a capitã já estava morta havia entre quatro e seis horas. Os profissionais identificaram múltiplas lesões pelo corpo, incluindo traumatismo craniano, hematomas e inchaço nas pernas.

Durante o registro da ocorrência, o sargento afirmou que o casal realizou uma festa na residência e, após a saída dos convidados, manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como spanking. Segundo o militar, esse tipo de prática fazia parte do relacionamento havia cerca de oito anos e teria sido gravado em vídeo. Ele também alegou que as atividades envolveram agressões corporais, compressão do pescoço e outras formas de dominação.

Ainda conforme a versão apresentada por Eduardo, Michele sofreu uma queda da escada por volta do meio-dia, bateu a cabeça e reclamou de fortes tonturas. O sargento afirmou que prestou os primeiros socorros, controlou o sangramento e colocou a esposa para descansar. De acordo com o relato, ele percebeu que ela não respondia aos estímulos apenas no período da noite, quando decidiu levá-la ao hospital.

Evidências coletadas pela perícia

A investigação também reúne elementos encontrados durante a perícia no apartamento onde o casal morava. No Hospital Odilon Behrens, policiais militares constataram que o sargento descartou 18 comprimidos de ecstasy na lixeira do banheiro.

Além disso, conforme o boletim de ocorrência, a perícia verificou que as roupas de cama onde a vítima estava foram colocadas para lavar antes da chegada da polícia. Os peritos também localizaram um cabo de madeira quebrado na lixeira do prédio. A investigação apura se o objeto foi utilizado para agredir a capitã.

Outro fato que chamou a atenção ocorreu antes do acionamento da polícia. Um morador percebeu sangue escorrendo pela porta do apartamento e avisou o síndico do edifício. Em seguida, ao analisar as imagens das câmeras de segurança, o síndico viu o momento em que o sargento carregava Michele até o elevador, seguia para a garagem e a colocava dentro do carro para levá-la ao hospital.

O que pode acontecer na audiência de custódia

A audiência de custódia desta quarta-feira marca a primeira análise judicial da prisão em flagrante do sargento. Durante a sessão, o juiz avaliará a legalidade da prisão e decidirá se ela será convertida em prisão preventiva ou se o militar poderá responder ao processo em liberdade, com ou sem medidas cautelares.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte da capitã Michele Leão Azevedo.

Perguntas Frequentes

O que é audiência de custódia?

É a primeira apresentação do preso em flagrante à Justiça, onde o juiz avalia a legalidade da prisão e decide se ela será mantida ou não.

O sargento pode responder em liberdade?

Sim, o juiz pode conceder liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

Quando ocorreu a morte da capitã?

A Polícia Militar foi acionada na noite de segunda-feira (20), após Michele dar entrada no hospital sem sinais vitais.

O que a perícia encontrou no apartamento?

A perícia localizou roupas de cama lavadas, um cabo de madeira quebrado na lixeira e 18 comprimidos de ecstasy descartados pelo sargento no hospital.

Quem investiga o caso?

A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.

// Leia também

Publicidade