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Sargento da PM denunciado por feminicídio de capitã em MG

ResumoO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, 37, pelo feminicídio da capitã Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. O crime ocorreu em julho; o militar também responde por fraude processual e tráfico de drogas. A denúncia formaliza as acusações contra o agente da Polícia Militar.

O MPMG denunciou o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, 37, pelo feminicídio da capitã Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. Crime ocorreu em julho; militar também é acusado de fraude processual e tráfico.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Sargento da PM denunciado por feminicídio de capitã em MG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, no último sábado (29), o sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, pelo feminicídio da capitã da corporação Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. O crime ocorreu em julho deste ano. O militar também foi denunciado por fraude processual, três crimes de lesão corporal e tráfico de drogas.

Segundo o MPMG, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica, por motivo fútil, com asfixia e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Igor Bandeira e Silva, considera ainda o fato de a vítima ser mãe.

A capitã já havia sido agredida pelo sargento em pelo menos três ocasiões anteriores, todas no mesmo mês em que morreu. Nessas situações, ele teria usado objetos contundentes. As lesões foram registradas em exame de corpo de delito, e a vítima chegou a procurar atendimento médico.

Na noite de 19 de julho, o casal promovia uma confraternização no apartamento onde morava. Enquanto a capitã conversava com convidados, o sargento passou a questioná-la de forma agressiva sobre mensagens no celular dela. Pessoas presentes precisaram intervir.

Já na madrugada do dia 20, o militar teria usado um bastão de madeira para agredir a capitã no quarto do casal, além de asfixia. O laudo de necropsia apontou múltiplas lesões traumáticas e diversas fraturas pelo corpo.

Depois das agressões, segundo a acusação, o sargento alterou a cena do crime: retirou os lençóis, removeu pedaços de madeira e apagou mensagens do celular da vítima. Ele carregou a capitã nos ombros, colocou-a em um veículo e a levou ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.

A capitã deu entrada com grave traumatismo craniano, mas já estava morta havia horas. A médica de plantão acionou a PM. O sargento foi preso em flagrante no hospital. Enquanto era acompanhado, pediu para ir ao banheiro e descartou uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy, que foi apreendida.

O MPMG pediu que o acusado seja levado ao Tribunal do Júri e requereu condenação ao pagamento de, no mínimo, R$ 50 mil por danos. Também solicitou sigilo sobre partes sensíveis do processo para evitar exposição indevida da vítima.

A Promotoria de Justiça solicitou ainda a manutenção do sigilo sobre partes consideradas sensíveis do processo, com o objetivo de evitar a exposição indevida da vítima.

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