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São Paulo de Olivença decreta emergência por seca no Solimões

ResumoSão Paulo de Olivença, município do Amazonas, decretou situação de emergência devido à seca extrema do Rio Solimões. O nível do rio atingiu 3,17 metros, com queda diária de até 20 centímetros, afetando diretamente 87 comunidades rurais. A medida oficializa a crise hídrica e busca agilizar ações de assistência e mitigação dos impactos na região.

São Paulo de Olivença, no Amazonas, decretou situação de emergência por causa da seca do Rio Solimões. O nível atingiu 3,17 m e cai até 20 cm por dia, afetando 87 comunidades rurais.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
São Paulo de Olivença decreta emergência por seca no Solimões

São Paulo de Olivença, no interior do Amazonas, decretou situação de emergência por causa da seca que atinge os rios da região, incluindo o Solimões. O decreto foi publicado nesta quarta-feira (26), depois que o município registrou rápida redução no nível dos rios. A medida vale por 180 dias e mobiliza órgãos municipais para ações de resposta ao desastre.

Segundo o decreto da prefeitura, o Rio Solimões atingiu a cota de 3,17 metros na terça-feira (25). A medição mostra queda diária entre 8 e 20 centímetros. O nível segue em descida acelerada, em direção à marca mais baixa da história, registrada na seca de 2024, quando o rio chegou a -0,16 centímetros em 25 de agosto daquele ano.

A estiagem atinge todo o território do município, incluindo 87 comunidades rurais. Entre elas estão São Raimundo do Universo, Alto Alegre, Bom Jesus, São Tomás, Passé, São Francisco do Castanhal, Santa Fé, Boa Esperança, Nova Galileia do Chupão, Vila Bahia, Santa Vitória, Monte Sinai, Nova União, Floresta Amazônica, Porto Velho, Santa Terezinha, Bom Sucesso e São Francisco Xavier. A seca também afeta os rios Camatiã, Jandiatuba e Jacurapá e seus afluentes.

O decreto autoriza a convocação de voluntários e campanhas para arrecadar recursos. Em casos de risco iminente, agentes da Defesa Civil e autoridades podem entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação. A prefeitura também pode dispensar licitação para compras, serviços e obras ligadas à resposta, desde que os contratos sejam concluídos em até 180 dias e atendam aos critérios legais.

A situação afeta órgãos públicos, famílias e atividades econômicas. Há danos ambientais e prejuízos, incluindo perdas em plantações e criações. O documento aponta que a falta de chuvas nas cabeceiras dos rios Javari e Solimões, além de emergência registrada em três regiões do Peru, influencia diretamente as condições do município.

A medida permite a mobilização dos órgãos municipais para assistência à população afetada, reabilitação do cenário e reconstrução. A seca no Solimões segue monitorada pela prefeitura, que acompanha o nível diário do rio. A tendência é de que a queda continue nas próximas semanas, o que pode agravar o acesso a comunidades isoladas e o abastecimento de alimentos e água potável.

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