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Royalties de Usina em litígio judicial: divisa MG-BA no STF

ResumoO litígio judicial sobre royalties da Usina Santa Clara no STF reabre a disputa de divisa entre Minas Gerais e Bahia. A ação do Governo da Bahia contesta a demarcação de 1934, podendo alterar limites de seis municípios e redistribuir os royalties da usina.

A definição da divisa entre Minas Gerais e Bahia voltou ao STF após mais de uma década. A ação do Governo da Bahia contesta a demarcação de 1934 e pode alterar limites de seis municípios, redistribuindo os royalties da Usina Santa Clara.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 20 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Royalties de Usina em litígio judicial: divisa MG-BA no STF

Royalties de Usina em litígio judicial: o que está em jogo no STF

A definição da divisa entre Minas Gerais e Bahia voltou ao centro das discussões no Supremo Tribunal Federal. A disputa, que se arrasta há mais de uma década, poderá alterar os limites territoriais de seis municípios dos dois estados e provocar mudanças na distribuição dos royalties da Usina Hidrelétrica Santa Clara.

Como a ação chegou ao STF

O processo foi proposto pelo Governo da Bahia, que contesta a demarcação oficial da fronteira, estabelecida em 1934. A ação tramita no STF e envolve diretamente os municípios de Nanuque, Serra dos Aimorés e Divisópolis, em Minas Gerais, e Mucuri, Lajedão e Encruzilhada, na Bahia.

O que pode mudar com a decisão

Se o STF acolher o pedido baiano, os limites territoriais dessas seis cidades serão redefinidos. Isso implica, na prática, uma nova geografia para a cobrança de impostos e, principalmente, para o rateio dos royalties gerados pela Usina Santa Clara.

A usina está localizada no rio Mucuri, exatamente na região de fronteira contestada. Quem ficar com a área onde a barragem está instalada terá direito a uma fatia maior da compensação financeira posta em jogo.

Histórico de uma década de impasse

A indefinição não é nova. A demarcação de 1934 é o marco legal que a Bahia questiona, e o caso já consumiu mais de dez anos de tramitação. Para os moradores e prefeituras envolvidas, a espera gera incerteza sobre o planejamento orçamentário e os investimentos futuros.

Enquanto o STF não bate o martelo, os royalties continuam sendo distribuídos conforme a divisa atual. Mas qualquer mudança pode ter efeito retroativo ou imediato, dependendo do teor da sentença.

O que esperar do julgamento

A Corte ainda não definiu data para o julgamento do mérito. O relator do caso deverá analisar as provas documentais e cartográficas apresentadas pelos dois estados. A expectativa é que, após a decisão, haja um período de transição para ajustes administrativos.

Enquanto isso, as comunidades de Nanuque, Serra dos Aimorés, Divisópolis, Mucuri, Lajedão e Encruzilhada acompanham de perto cada movimentação no STF. A briga pelos royalties da Usina Santa Clara é, no fundo, a briga por recursos que podem transformar a realidade local.

Perguntas Frequentes

Quem propôs a ação no STF?

Foi o Governo da Bahia, que contesta a demarcação da fronteira com Minas Gerais, estabelecida em 1934.

Quantos municípios estão envolvidos?

Seis: Nanuque, Serra dos Aimorés e Divisópolis (MG) e Mucuri, Lajedão e Encruzilhada (BA).

O que são os royalties da Usina Santa Clara?

São compensações financeiras pagas pela geração de energia, que são distribuídas aos municípios onde a usina está instalada.

Quando a disputa começou?

Há mais de uma década, segundo a fonte original.

O que pode mudar com a decisão do STF?

Os limites territoriais dos seis municípios e a distribuição dos royalties da usina.

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