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Risco de afogamentos pela distração ao celular cresce em MG

ResumoO risco de afogamentos em Minas Gerais cresce com a distração causada pelo celular perto da água. De janeiro a agosto, 155 pessoas morreram afogadas no estado. Bombeiros e a Sociedade Brasileira de Pediatria alertam que álcool, falta de equipamentos e desatenção com dispositivos móveis aumentam a vulnerabilidade, especialmente entre crianças e adolescentes.

De janeiro a agosto, 155 pessoas morreram afogadas em Minas Gerais. Além do álcool e da falta de equipamentos, Bombeiros e Sociedade Brasileira de Pediatria alertam para a desatenção causada pelo celular perto da água.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Risco de afogamentos pela distração ao celular cresce em MG

De janeiro a agosto deste ano, 155 pessoas morreram afogadas em Minas Gerais, conforme reportagem da jornalista Raíssa Oliveira, em O TEMPO. O número coloca a distração ao celular no centro do alerta feito pelo Corpo de Bombeiros e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, ao lado de riscos já conhecidos como o consumo de álcool antes de nadar, a falta de equipamentos de segurança e o banho em rios, represas e cachoeiras desconhecidas.

A orientação das duas instituições é direta: perto da água, a atenção do adulto vale tanto quanto a habilidade de nadar. Especialmente no caso de crianças, a presença de um responsável capacitado e atento é o recurso mais confiável para impedir um afogamento. Quem mora em cidade cortada por rio ou trabalha em área de represa conhece a cena: grupo reunido, celular na mão, criança fora do campo de visão por poucos segundos.

O que mudou com a popularização dos smartphones

O celular deixou de ser item de lazer e passou a ocupar boa parte do dia. O estudo Consumer Pulse, da Bain & Company, calcula que o brasileiro passa nove horas e 13 minutos por dia conectado a telas, acima da média global de seis horas e 38 minutos. O Relatório Digital 2025 aponta que, desse total, pelo menos três horas e 37 minutos são gastas em redes sociais.

O uso abusivo estimula a dependência de dopamina, o chamado hormônio da recompensa, em busca de satisfação instantânea. O efeito colateral é a queda de concentração. Estudos da Universidade Texas A&M mostram que o manuseio de telas dobra ou até triplica o tempo de reação, que pode chegar a quatro segundos sob distração de smartphone. Esse intervalo é mais que suficiente para uma criança sumir do alcance de um adulto.

Há ainda um segundo efeito menos comentado: a sobrecarga da memória e do raciocínio, justamente as funções exigidas no momento de socorro. Em uma emergência na água, quem está disperso demora mais para perceber o problema e para agir.

O que fazer no próximo fim de semana

A recomendação prática é simples e não depende de equipamento caro. Ao cuidar de crianças perto de piscinas, rios e cachoeiras, o indicado é deixar o celular fora do alcance das mãos e definir um adulto responsável pela vigilância a cada período. O aparelho e a internet seguem ferramentas necessárias, mas o cuidado com quem se quer guardar para sempre não cabe apenas numa rede social.

Para trabalhadores e famílias do interior mineiro, o recado tem efeito direto na rotina: menos tela, mais olho na água. A tendência, com a chegada dos meses mais quentes, é de aumento da procura por cachoeiras e represas, o que reforça a necessidade de atenção redobrada nos próximos fins de semana.

segurança em cachoeiras e represas em Minas Gerais

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