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Réu por matar advogada em SC começa a ser julgado por assassinato

ResumoO julgamento do réu pela morte da advogada Karize Ana Fagundes Lemos começou nesta quinta-feira (10), em Caçador (SC). Karize Ana Fagundes Lemos foi assassinada em 2024 e o corpo foi encontrado no Paraná, a cerca de 150 km do local do crime. O júri popular corre em sigilo.

Começou nesta quinta-feira (10) o júri popular do réu pela morte da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, assassinada em 2024 em Caçador (SC). O corpo foi encontrado no Paraná, a cerca de 150 km do local do crime. O processo corre em sigilo.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Réu por matar advogada em SC começa a ser julgado por assassinato

Começou nesta quinta-feira (10) o júri popular do réu pelo assassinato da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, morta em 29 de setembro de 2024, em Caçador, no Oeste de Santa Catarina. O corpo dela foi localizado no Paraná, a cerca de 150 quilômetros do local do crime.

O julgamento acontece no salão do Tribunal do Júri de Caçador e teve início às 7h30, com o sorteio dos jurados e o depoimento de uma testemunha. O processo está em sigilo, e o nome do acusado não foi divulgado pelo Judiciário.

Karize tinha 33 anos e foi morta na própria casa. Segundo a investigação, o homem era companheiro da vítima e a enforcou quando ela se recuperava de uma cirurgia nos rins. Depois, descartou o corpo em uma área de mata em Palmas, no Paraná. Ele seguiu em fuga rumo ao Paraguai e foi preso.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPSC), a vítima havia acabado de comprar um carro e de abrir o próprio escritório, e vinha construindo uma carreira promissora na advocacia. Os restos mortais dela só foram encontrados 40 dias depois do desaparecimento.

O júri popular é a etapa em que cidadãos sorteados decidem se o réu é culpado ou inocente. Por isso, a sessão começa com o sorteio dos jurados, seguido da oitiva de testemunhas e dos debates entre acusação e defesa. No caso de Caçador, o primeiro depoimento já foi colhido na manhã desta quinta.

O sigilo decretado pelo Judiciário impede a divulgação do nome do acusado e de detalhes do processo. A reportagem procurou dados oficiais sobre prazos, mas o Tribunal do Júri de Caçador não informou a duração prevista da sessão.

Para quem acompanha o caso de perto, a expectativa é de que o julgamento esclareça as circunstâncias da morte e do descarte do corpo. Moradores da região relatam que a violência contra a mulher no interior ainda esbarra na falta de rede de apoio. A comunidade aguarda o desfecho do júri e cobra políticas de proteção mais próximas da realidade local.

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