# RDC confirma 6 mil casos de ebola: maior surto da história

> A República Democrática do Congo confirmou 6.041 casos de ebola, o maior surto já registrado no país. O total de mortes alcança 2.911, com autoridades vacinando profissionais de saúde na linha de frente. A resposta exige contenção regional e vigilância contínua para evitar propagação transfronteiriça.

*Portal Notícias MG · Cidade · 31 de agosto de 2026 · Cláudia Resende*

A República Democrática do Congo confirmou 6.041 casos de ebola, o maior surto da história do país. Com 2.911 mortes, autoridades vacinam profissionais de saúde na linha de frente.

A República Democrática do Congo ultrapassou a marca de 6 mil casos confirmados de ebola, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira (31). O número subiu para 6.041 infecções, com 2.911 mortes, informou o Ministério da Comunicação na rede social X. A epidemia tornou-se a maior da história do país da África Central, superando o pior surto anterior, registrado entre 2018 e 2020.

O surto é causado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Equipes de resposta atuam nas seis províncias afetadas, com foco especial em Ituri, Kivu do Norte e Haut-Uele. A vacinação de profissionais de saúde da linha de frente começou na quinta-feira (27), com uma vacina aprovada para uma espécie diferente do Ebola, enquanto as autoridades buscam conter a propagação.

O ministro da Saúde, Samuel-Roger Kamba, afirmou que o Congo recebeu mais de 50 mil doses da vacina Ervebo, licenciada contra a espécie Zaire do Ebola e usada com sucesso em surtos anteriores. Estudos iniciais em animais sugerem que a Ervebo pode oferecer alguma proteção contra a cepa Bundibugyo, e 20 mil das 70 mil doses alocadas ao país estão sendo usadas em um ensaio clínico para avaliar a eficácia em humanos.

A campanha começou em Kisangani, capital da província de Tshopo, uma das seis afetadas. Kamba disse que a vacinação abrangerá inicialmente as províncias vizinhas a Ituri, onde o surto foi detectado pela primeira vez e segue mais concentrado, antes de avançar para o interior.

Várias vacinas específicas para a cepa Bundibugyo estão em desenvolvimento, incluindo candidatas da Universidade de Oxford e da Iavi (Iniciativa Internacional para a Vacina contra a Aids). Para as famílias que vivem nas áreas afetadas, a espera por uma vacina eficaz segue sendo uma corrida contra o tempo, enquanto as autoridades reforçam a vigilância nas regiões de fronteira.

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