Reparação, aprendizado e o futuro da Samarco: o plano de retomada
A Samarco vive uma nova fase, com o Novo Acordo do Rio Doce, indenizações a 310 mil pessoas e plano de atingir 100% da capacidade produtiva até 2028, sob novos padrões de segurança e governança.
A Samarco vive uma etapa importante de sua trajetória. Nos últimos anos, a empresa avançou na implementação de novos padrões de governança, segurança e tecnologia, enquanto conduz um dos maiores processos de reparação já realizados no país. Essa jornada reforçou uma convicção: o futuro da mineração depende da capacidade de combinar desenvolvimento econômico, responsabilidade socioambiental e diálogo permanente com a sociedade.
A assinatura do Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, representa um marco importante. Com um montante assegurado de R$ 170 bilhões, o acordo estabelece bases para a implementação de ações de reparação nos territórios impactados, trazendo mais clareza para a execução dos compromissos assumidos.
A definição das responsabilidades previstas no Novo Acordo criou condições para acelerar entregas para as comunidades, o meio ambiente e a sociedade, fortalecendo a capacidade de execução das ações de reparação. Esse avanço é resultado de aprendizados construídos ao longo dos anos. O rompimento da barragem de Fundão, em 2015, transformou profundamente a Samarco, a mineração brasileira e a forma como o setor encara seus desafios de segurança e gestão de riscos.
Como a reparação avança na prática
Os resultados desse novo modelo de reparação já podem ser observados. O Programa Indenizatório Definitivo (PID), previsto no Novo Acordo e operacionalizado pela Samarco, já indenizou mais de 310 mil pessoas, com R$ 11,4 bilhões pagos até junho de 2026. Esses números demonstram que a reparação avança e reforçam a convicção de que a confiança se reconstrói por meio de entregas concretas, escuta ativa e compromisso com os resultados.
O novo modelo operacional da Samarco
Com esses aprendizados, a Samarco retomou as operações em dezembro de 2020 sob um novo paradigma: o fim do uso de barragens para disposição de rejeitos nas suas operações. Atualmente, a empresa utiliza filtragem e empilhamento a seco, uma solução que reforça os padrões de segurança operacional.
A Samarco opera hoje com 60% da sua capacidade produtiva instalada. Esse avanço gradual permitiu consolidar novos padrões de segurança e governança. Agora, a empresa se prepara para atingir 100% da sua capacidade produtiva instalada a partir de 2028, com um aporte de R$ 13,8 bilhões.
Quem é a Samarco e seu papel global
A Samarco é uma empresa brasileira de mineração, fundada em 1977 e tem como acionistas, em partes iguais, a BHP Brasil e a Vale. Seu principal produto são as pelotas de minério de ferro, um insumo estratégico para a siderurgia mundial que contribui para aumentar a eficiência dos processos produtivos e reduzir emissões na fabricação do aço. A empresa consolidou posição de destaque no mercado global de pelotas, conectando a produção mineral brasileira às demandas da economia mundial.
Sustentabilidade e transição energética
A sustentabilidade das operações é um elemento indispensável para assegurar a continuidade dos compromissos assumidos com a reparação e com os territórios onde a empresa atua. As pelotas de minério de ferro desempenham um papel importante na transição energética global, contribuindo para processos siderúrgicos com menor intensidade de emissões e para uma rede produtiva cada vez mais alinhada às demandas de sustentabilidade.
Governança e aprendizado contínuo
A reconstrução da confiança é um processo contínuo, que acontece por meio da prestação de contas, da escuta, do diálogo com a sociedade e do cumprimento dos compromissos assumidos. A governança implementada pela Samarco, alinhada a referências internacionais, busca fortalecer a segurança operacional e promover a melhoria contínua dos processos.
O aprendizado adquirido ajuda a construir a Samarco do presente e do futuro, focada em uma mineração mais segura, mais responsável e cada vez mais conectada às pessoas, aos territórios e à sociedade.
Perguntas Frequentes
O que é o Novo Acordo do Rio Doce?
É um acordo homologado pelo STF em novembro de 2024, com R$ 170 bilhões assegurados, que estabelece bases para ações de reparação nos territórios impactados.
Quantas pessoas foram indenizadas pela Samarco?
Mais de 310 mil pessoas foram indenizadas pelo Programa Indenizatório Definitivo (PID), com R$ 11,4 bilhões pagos até junho de 2026.
Quando a Samarco retomou as operações?
Em dezembro de 2020, sob um novo paradigma que eliminou o uso de barragens para disposição de rejeitos.
Qual é a meta de capacidade produtiva da Samarco?
A empresa opera com 60% da capacidade e planeja atingir 100% a partir de 2028, com investimento de R$ 13,8 bilhões.
Quem são os acionistas da Samarco?
A BHP Brasil e a Vale, em partes iguais.
Qual é o principal produto da Samarco?
As pelotas de minério de ferro, insumo estratégico para a siderurgia mundial.