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Renan critica afastamento de Andrei e reação de bolsonaristas

ResumoRenan Santos (Missão) declarou nesta terça-feira (8) satisfação com o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O candidato criticou a reação de bolsonaristas e a postura de lulistas no episódio. A declaração ocorre em meio a tensões políticas sobre a condução do caso.

O candidato Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (8) que fica "feliz" com o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e criticou a reação de bolsonaristas e a postura de lulistas diante do caso.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Renan critica afastamento de Andrei e reação de bolsonaristas

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (8) que fica "feliz" com a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. Em vídeo divulgado pela assessoria, Renan disse: "Antes de falar que, obviamente, eu fico feliz com a queda dele, eu vou só trazer mais um elemento: ninguém liga, ninguém liga para o que está acontecendo".

Na sequência, o candidato do Missão criticou a reação de bolsonaristas e o adversário Flávio Bolsonaro (PL). "Eu estou vendo agora bolsonaristas comemorando, mas o que vocês estão comemorando? Vocês estão comemorando que caiu o Andrei Rodrigues porque ele tinha ligações com o [ex-banqueiro] Daniel Vorcaro? Então tinha que cair o candidato de vocês também, né?", rebateu.

Renan também disse que "lulistas tinham que estar preocupados" com relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Ou não estão preocupados por conta da indústria da impunidade que toca o Brasil?", questionou. Para ele, a situação é "muito bizarra": "o tema deveria ser objetivo", mas é "tratado de uma maneira subjetiva pelos lados da política brasileira". "Simplesmente porque eles não têm uma vontade concreta de melhorar o Brasil, eles só querem defender seu ladrão de estimação. Mas eu vejo com muita felicidade essa queda", concluiu.

O posicionamento de Renan diz respeito à decisão de Mendonça, que determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal", realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias. De acordo com a decisão, Moraes teria tido "notícias da existência" dos relatórios antes de sua utilização, e eles teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no "Inquérito das Fake News".

Na semana passada, a CNN mostrou que Daniel Vorcaro disse em depoimento que a negociação para firmar uma delação premiada não evoluiu porque envolveria o diretor-geral da PF. A declaração foi dada ao gabinete de Mendonça, em uma oitiva sem a participação da PF. Vorcaro afirmou que Andrei viajou com ele para eventos, que os dois tiveram uma relação pretérita e que, por isso, delegados da PF não quiseram escutá-lo. Segundo ele, não existiu abertura para ser ouvido, e uma eventual delação envolveria "pessoas de um núcleo político". No mesmo depoimento, Vorcaro sinalizou disposição para uma nova tentativa de colaboração, com elementos sobre sua relação com o diretor-geral da PF.

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