# Renan defende pena de morte e desobedecer decisões "ilegais" do STF

> Renan Santos (Missão) defendeu pena de morte para assalto e latrocínio durante sabatina na TV Globo. O candidato afirmou que não cumprirá decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) consideradas ilegais, citando quebra de sigilo de fonte e operações em favelas como exemplos. A proposta contraria a Constituição brasileira, que veda a pena capital em tempos de paz.

*Portal Notícias MG · Cidade · 27 de agosto de 2026 · Cláudia Resende*

Em sabatina da TV Globo, Renan Santos (Missão) defendeu pena de morte em casos de assalto e latrocínio, e afirmou que não cumprirá decisões do STF que considerar ilegais. Ele citou quebra de sigilo de fonte e operação em favela como exemplos.

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu pena de morte em casos de assalto ou latrocínio e afirmou que não cumprirá decisões do STF que considerar "ilegais". A declaração foi dada em entrevista à TV Globo na noite desta quarta-feira (26), durante sabatina.

Segundo Renan, em situações de violência, o "sangue derramado" deve ser do criminoso, não da vítima. Ele citou o exemplo de um jovem morto em um assalto ao tentar defender a namorada, classificando o caso como "banho de sangue" de um inocente. "Eu acho que o sangue que tem que ser derramado não é do inocente", disse. O candidato também afirmou que, ao viajar pelo Brasil, a população pede ação contra a violência, e que as maiores vítimas são pessoas mais pobres e marginalizadas.

"Uma pessoa que aponta uma arma para você se torna juiz da sua vida, ela não tem esse direito", afirmou. "Se um policial estiver ali na frente, ele tem que atirar para matar."

Questionado sobre falas anteriores de que descumpriria decisões do Supremo, Renan disse: "Não é que vou desrespeitar todas as decisões do STF, isso é um absurdo". Ele afirmou que quem vai determinar os limites de suas decisões, caso eleito, é "a lei", mas não explicou qual agente interpretaria o que é certo ou errado nesses contextos.

Na sabatina, Renan criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de quebrar o sigilo e investigar o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens contra o ministro Flávio Dino. "Não existe democracia sem sigilo de fonte", afirmou. "Ele [Moraes] derrubou o sigilo de fonte, isso é cláusula pétrea", continuou. "Não se deveria, por parte das autoridades, cumprir uma decisão grotesca que quebra basicamente um princípio constitucional basilar."

Como exemplo, Renan disse que, se estivesse em uma operação policial em uma favela no Rio de Janeiro e recebesse ordem do STF para suspender, não cumpriria. "Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, ele pode não cumprir, na verdade, ele tem o dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre", declarou. Ele pontuou que, nesses casos, consultaria a AGU (Advocacia-Geral da União), pediria um parecer e recorreria ao STF. "Eu não vou colocar a vida das pessoas em risco."

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