# Moraes e Vorcaro: caminhos no STF do relatório da PF

> O relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro aguarda liberação pelo ministro André Mendonça no STF na próxima semana. A Procuradoria-Geral da República defende a nulidade do material, enquanto o ministro Edson Fachin definirá os próximos passos processuais. O documento aponta suposta relação entre o ministro e o empresário.

*Portal Notícias MG · Cidade · 03 de setembro de 2026 · Cláudia Resende*

O ministro André Mendonça deve liberar na próxima semana relatório da PF que apontou relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. PGR defende nulidade do material; Fachin decide os próximos passos.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve liberar no começo da próxima semana um relatório sobre a apuração da Polícia Federal (PF) que apontou uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça analisará os elementos apresentados pela PF e a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que na terça-feira defendeu a nulidade do material após o sigilo ser retirado.

O relatório, tornado público nesta terça, não sugeriu abertura de inquérito. A PGR, responsável pelo pedido de investigação contra autoridade com foro no STF, declarou que não cabe porque o material é nulo. A decisão de abrir inquérito seria, portanto, por iniciativa da Corte, de ofício, e por maioria. Nos últimos dias, alas de Moraes e Mendonça mapeiam apoios e admitem dúvidas sobre qual corrente venceria.

Mendonça já defendeu a avaliação pelo colegiado, "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico", pedindo sessão pública. A decisão de submeter o caso ao plenário é do presidente do STF, Edson Fachin, que pode optar por sessão aberta ou fechada. A indicação é que Fachin prefira sessão pública, mas o modelo só será confirmado após consulta aos colegas.

Fachin também pode decidir por reunião reservada, como em fevereiro, quando outro relatório da PF mostrou troca de mensagens entre Dias Toffoli e o ex-dono do Banco Master. Após o encontro a portas fechadas, Toffoli deixou a relatoria e Mendonça assumiu o caso por sorteio. Há ainda a possibilidade de decisão individual de Fachin, considerada mais remota por pessoas ouvidas pela reportagem.

O regimento do STF não trata especificamente sobre investigação contra ministro, apenas que compete ao plenário processar e julgar. A PGR citou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) para defender o encaminhamento ao plenário. Em 2022, o plenário decidiu que caberia a desembargador do TJ de Minas Gerais, e não a órgão colegiado, autorizar investigação contra juízes estaduais, prevalecendo o entendimento de Luís Roberto Barroso. Em 2019, Toffoli, então presidente, anunciou abertura do inquérito das fake news, com Moraes como relator.

Para famílias que acompanham o noticiário, a definição pode demorar. A orientação é acompanhar os canais oficiais do STF para saber se a sessão será pública.

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