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Recém-nascida com rim paralisado é transferida após 5 dias em MT

ResumoRecém-nascida de 29 semanas, com rim paralisado e quadro grave, foi transferida para UTI com nefrologia em Cuiabá após cinco dias de espera e decisão judicial. A bebê, que estava em hospital de Mato Grosso, encontra-se estável. A transferência ocorreu após intervenção da Justiça para garantir acesso a tratamento especializado.

Recém-nascida de 29 semanas, com rim paralisado e quadro grave, foi transferida para UTI com nefrologia em Cuiabá após 5 dias de espera e decisão da Justiça. Bebê está estável.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 08 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Recém-nascida com rim paralisado é transferida após 5 dias em MT

Uma recém-nascida que estava em estado grave no Hospital Regional de Colíder, no norte de Mato Grosso, foi transferida no domingo (5) para uma UTI com nefrologia pediátrica em Cuiabá. A bebê, que nasceu no dia 25 de agosto com 29 semanas de gestação e 1,39 kg, sofre de insuficiência renal aguda e aguardava vaga desde o dia 1º de setembro, após decisão da Justiça.

A mãe, Lorena Jesus dos Santos, confirmou que a filha conseguiu a vaga na capital e já deu início ao tratamento. Segundo ela, a recém-nascida está estável. O prontuário incluído no processo indica prematuridade grave, sepse precoce, insuficiência renal aguda, distúrbios metabólicos, anemia e plaquetopenia. A bebê chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória, revertida após seis minutos.

O g1 procurou a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e a Prefeitura de Alta Floresta para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A transferência ocorre após um período de espera que expôs a fragilidade do sistema de regulação de leitos no estado.

O caso levanta questões sobre a agilidade no encaminhamento de recém-nascidos de alto risco em Mato Grosso. A demora de cinco dias para a transferência, mesmo com determinação judicial, aponta para a necessidade de revisão dos fluxos de vagas em UTI pediátrica especializada. A bebê segue internada, agora com acompanhamento nefrológico adequado, o que aumenta as chances de estabilização do quadro renal.

regulação de leitos em MT

A resposta da SES-MT e da prefeitura de Alta Floresta, quando vier, poderá esclarecer os critérios usados na priorização da vaga. Até lá, o desfecho positivo para a família de Lorena contrasta com o alerta sobre a demora que pode ser fatal em casos semelhantes.

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