Quaest: Ricardo Ferraço lidera no 1° e 2° turnos no ES
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra Ricardo Ferraço (MDB) com 35% das intenções de voto, liderando a disputa pelo governo do Espírito Santo. Ele venceria também os cenários de segundo turno testados.
A corrida pelo governo do Espírito Santo tem um nome à frente nas pesquisas: Ricardo Ferraço (MDB). Levantamento Quaest divulgado nesta quinta-feira (27) mostra o emedebista com 35% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Lorenzo Pazolini (Republicanos), que soma 28%. Os números colocam Ferraço em posição confortável, mas a disputa ainda tem um eleitorado expressivo em aberto.
Na sequência, Helder Salomão (PT) aparece com 10%, Breno Barcelos (Missão) tem 2% e Rafael Demuner (UP) marca 1%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 9%, enquanto 15% estão indecisos. Ou seja, quase um quarto do eleitorado capixaba ainda não definiu rumo, o que mantém o cenário em movimento.
A Quaest também testou cenários de segundo turno. No embate direto com Pazolini, Ferraço sai vitorioso com 45% das intenções de voto, contra 35% do republicano. Brancos, nulos e os que rejeitam ambos somam 10%, e outros 10% estão indecisos. Contra Helder Salomão, a vantagem de Ferraço é ainda maior: 55% a 17%, com 15% de brancos/nulos e 13% de indecisos.
O levantamento ainda simulou um segundo turno entre Pazolini e Salomão. Nesse cenário, o candidato do Republicanos alcança 53%, contra 19% do petista. Brancos, nulos e rejeições somam 15%, e os indecisos, 13%. Os números reforçam a leitura de que o MDB e o Republicanos concentram a polarização capixaba, com o PT ainda distante do segundo lugar.
A pesquisa entrevistou 804 eleitores entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela TV Gazeta e está registrado no TSE sob o protocolo ES-04444/2026.
Na minha leitura de quem acompanha o interior, o recado das urnas ainda não está dado. A fatia de indecisos, somada à margem de erro, pode mudar o desenho até a convenção. O que a pesquisa mostra é consistência: Ferraço lidera tanto na estimulada quanto nos confrontos diretos. Mas, em eleição estadual, 15% de indecisos é um contingente que nenhum cabo eleitoral ignora.